Valentina, um curta 100% buziano

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Nesta quinta-feira , 9 de julho, foi apresentado no Gran Cine Bardot o curta Valentina (duração 20min).
O curta-metragem foi produzido pelos alunos da Oficina Cinematográfica Sesi Sócio Cultural – Studio Búzios e marca o encerramento da oficina, ministrada durante todo o primeiro semestre de 2015 dando a oportunidade de cerca de 40 jovens a ingressar no mundo cinematográfico.

O BUZIANO

Thomas Sastre

Búzios é um lugar fantástico, mas apesar de todas as suas belezas, não seria tão fantástico assim se não fosse esse legendário personagem, já uma verdadeira instituição – o buziano. A cada personagem que morre se diz a célebre frase: “ai vai um dos últimos buzianos”. O buziano não morre, apenas se transforma. Querer que o buziano seja hoje, o que era há 20, 30, 40 ou mais anos atrás é uma posição reacionária e conservadora; incapaz de admitir que as coisas e as pessoas mudam – evoluem.

Os prazeres, as alegrias, as piadas, as tristezas, etc, mudam, mas a alma buziana permanece. O simples fato de nascer em Búzios, não faz com que uma pessoa seja buziana. Ser buziano é um estado de espírito; é uma filosofia da vida. Nada a ver com geográfica. É mais que um topônimo, tanto pode ser buziano, alguém nascido em Búzios, como no norte, no sul, no nordeste ou no centro do Brasil.

emancipação

Existem buzianos, cariocas, mineiros, nordestinos, gaúchos, franceses, italianos, suíços, árabes, turcos, argentinos. Os argentinos tinham tudo para se tornarem grandes buzianos, mas começaram a brigar entre si, a ponto do ilustre embaixador Ramon Avellaneda, que chegou em Búzios em 1960, teve que se mudar para Barra de São João. Os que ficaram passaram a se esforçar bastante para não ser confundidos com europeus não tendo que ouvir a famosa frase que tanto os incomodam: “o argentino é um italiano que fala espanhol e pensa que é inglês”. Um estranho fenômeno biopsicossocial, que ninguém sabe explicar direito, uma vez transplantados para o novo habitat, os argentinos degeneraram e viraram cópias de paraguaio de fronteira .. O buziano é um bom lutador, conseguiu se ver livre do Cabo Frio, apesar da inferioridade numérica. Primeiro porque ninguém pode ser cabo-friense à força, segundo, porque para vencer estando em inferioridade, é preciso coragem e malandragem. Ser buziano de verdade é ter boa índole e acima de tudo corajoso. O clima do município deu a indolência e a capacidade de ficar todo dia na praia e no bar, mesmo quando esta na hora de trabalhar. Uma frase que você escuta do buziano de calção, sol forte na praia de tarde, que diz para o amigo ao lado: vou embora pra cidade, pois tenho o que fazer. Ao que pachorramente o outro reponde na mesma hora: pois eu vou ficar ainda, tenho muito que fazer aqui.

Absolutamente não é verdade que o buziano não gosta de trabalhar. Ele pode não ser muito adepto a muito trabalho, mas dá sempre a impressão que está atarefadíssimo. O autêntico buziano tem a capacidade de regozijar e de se autogozar por mais difícil que esteja a situação ou a vida. Duas coisas o buziano não aceita: de que ele dirige mal ou que é ruim de bola. Dirigir ele dirige mal mais pensa que o faz bem. Horário não é um dos fortes do buziano, mas não abre mão de ter um bom relógio. “Deixa comigo, que eu resolvo”, solícito ele promete quebrar qualquer galho, ainda que deixe a solução para amanhã, ou segunda-feira, quando não, para depois do Carnaval, Semana Santa, Natal, Ano Novo, porém sempre dá um jeitinho.

Uma das coisas que o buziano mais reclama são os condomínios (tem demais), e que a ecologia está seriamente destruída. Lembra que os ladrões não dão sossego a ninguém, mais ai do forasteiro que puser qualquer tipo de restrição à cidade será imediatamente esmagado por uma série de argumentos, teses e provas, garantindo que Búzios é o melhor lugar do Brasil, que, aliás, é verdade.

O prazer de reclamar, a arte de se lamuriar e pichar os governantes, leva o buziano a ser eleitor de oposição permanente. Esta sempre querendo a todo custo ser vereador ou prefeito.. Quando se candidata faz de tudo para agradar a família os parentes,uma vez eleito , arruma seu primeiro problema,, dar emprego a todos os parentes ,se deixar algum de fora :pronto vai ter muita reclamação é oposição familiar ,,   Atribuem aos espanhóis a declaração de que: “si hay gobierno, soy contra”. Tolice, Franco ficou 36 anos no poder e poucos reclamaram.

O buziano ficou saudosista e acabou por chamar cabo-frienses para o governo. Por ser tão carismático o buziano virou até nome de jornal. Vocês hão de ter encontrado, nesta tentativa de retrocaracterística do buziano, o somatório de todas as alegrias de nacionalidade brasileira e estrangeira. Esse amálgama é que permite o produto final – o buziano autêntico. Riso fácil, irreverência, amizade rápida e solidariedade fazem parte de sua característica. Se alguém reclamar que tentei retratar o buziano, mas não falei da buziana, não se espante, ela á exatamente igual ao buziano – só que linda, charmosa e queimada de sol.

 

Espaço RESERVAdo na Rua das Pedras

Por Armando Mattos

 

Mas por que tanta surpresa diante da Cultura que se propaga in Búzios? Afinal é antiga a máxima que fala de ‘pão e circo para o povo’. Não o Pão-ícone que O Cristo dividiu milagrosamente com os apóstolos e que representa o milagre do compartilhamento fraterno. Mas outro, o industrializado. Aquele que em sua maioria é apenas um monte carboidratos a envolver embutidos baratos para sanar o apetite dos menos favorecidos. E o circo!?  Ah!, esse também é outro. O picadeiro não esta mais sob a lona colorida mas em meio as estruturas tubulares montadas para atender a demanda pobre de estética e o palhaço tem o Q.I. de Quem Indica.

“A gente faz, a gente mostra”! Como assim?! Mas não tem que fazer mesmo????  Esse tipo de mensagem sai do emissor(governo) em direção ao receptor(eleitor) com um ruído na informação embaralhando os sentidos. Porque no final das contas não mostra: e sim, propagandeia. Pura mídia, afinal a olimpíada vai chegar ao Brazil e “o que tinha que ser roubado já foi’. É verdade: “Brasil o país da Copa agora é “o país da olimpíada”!

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Mantendo a pauta cultural, a equipe dO Peru no fechamento da edição passada relembrou a baixaria envolvendo aquele humorista que faz a caricatura da Dilma. Lembram? O cara que levou uns tapas de algum pistolão da Situação em Búzios. Isso para que não esqueçamos que além da falta de cultura está faltando humor.

Então, oficialmente retorno aO Peru para estar com as ‘meninas’ – já que o Marcelo se foi – para atiçar a brasa e falar de Arte e Cultura enaltecendo a mandioca mas sem perseguir o índio. Então, Fui!!! Porque esse final de semana tem abertura da exposição do Paulo Roberto Leal no Studio L.O.V. e, eu e Isabela LOV estamos recebendo os amigos no Porto da Barra para brindar nossa parceria . E Eu, ora-ora: assinando o visual street art na loja Reserva da Rua das Pedras.

Cratera das incertezas

 

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Pedro Duarte Barros

A Pista de Skate de Búzios está perto de ganhar mais um espaço de lazer. Skatistas e moradores apresentam dúvidas sobre a ampliação que já além do prazo vencido, está dando um nó no trânsito.

Segundo o plano original, desenhado pela Secretaria de Planejamento e executado pela Secretaria de Obras Públicas, o “double bowl” (bacia dupla) de Geribá, local onde gerações de skatistas desenvolveram seu talento, agora será mais que um ponto turístico, trará opções de lazer para visitantes, com áreas verdes e pavimentação e anfiteatro.

A obra iniciada no dia 22/09 do ano passado, no valor de quase 600 mil reais – verba disponibilizada em parceria entre os governos federal e municipal, teve o prazo inicial de 90 dias e até agora não está terminada. Enquanto isso, o que só cresce é a preocupação dos moradores das ruas Estrada da Colina e Maria Rodrigues Letina, que estão indignados com a demora e apresentam críticas ao projeto.

Há mais de vinte anos que Sr. Carlos é morador e sócio na pousada e restaurante ‘Weekend’; o proprietário aponta diferentes aspectos que deveriam ser revistos, entre eles um possível caos no trânsito:

“Achei que ficou horroroso: de uma reta se fez uma curva, afunilando o trânsito e acabando com o estacionamento de veículos. Ali é uma parte da Via Alternativa além de uma facilidade de se atingir o trevo da Barbuda. Não acho que seja uma obra para melhoria do trânsito” – defende o comerciante.

De acordo com Alexandre “Sabá”, presidente da Associação de Skatistas de Búzios (ASKB), o Executivo dispensou um debate público e até agora pouco fez para terminar a intervenção, além de reclamar também do atraso. Ele alega que o canteiro de obras anda “pouco frequentado”, mas ainda assim anseia bons resultados:   

“Essa obra vem se arrastando. Às vezes ficam dias sem ter ninguém trabalhando e não nos procuraram (ASKB) para nada. Tentamos fazer uma aliança com o prefeito, tiramos fotos com ele, tudo muito lindo. Mas ele nunca nos procurou para saber se a obra ia sequer favorecer os skatistas”.

Mesmo discordando do novo sistema viário – que “seria mais uma volta ao modelo anterior, que trava o trânsito daquela zona”, o líder dos skaitistas em Búzios tem a convicção de que a ampliação da praça trará alguns benefícios. “Acho positivo o ponto do anfiteatro, que vai possibilitar a vinda de artistas e também será o palco de shows e outras atividades durante encontros e campeonatos que a ASKB organiza”.

Secretaria de Planejamento diz que obra é demanda da comunidade

O Perú, na impossibilidade de falar pessoalmente com a secretária de Planejamento, Alice Passeri, enviou umas perguntinhas com os questionamentos da população. Vejam abaixo a resposta.

Quem pensou esse projeto de urbanização? Que Governos estão envolvidos? Qual é o nome da Praça?

O projeto foi idealizado e desenvolvido pela equipe de arquitetos e urbanistas da Secretaria Municipal de Planejamento a partir de uma demanda dos moradores do local, para um espaço de lazer que contemplasse além dos skatistas, outros cidadãos, principalmente crianças e idosos. O recurso vem do Governo Federal, através de emenda parlamentar do Deputado Federal Adrian Mussi, captada pelo prefeito. A emenda é de R$ 585.000,00 e tem uma contrapartida municipal de R$ 12.000,00. Ainda não foi decidido o nome da praça.

Moradores reclamam do trânsito, que está sem ponto de visibilidade nas curvas (são três) e ficaram com o número reduzido de vagas. Como resolver isto, principalmente na alta temporada?

O trajeto que conecta os bairros de Geribá e Ferradura não foi extinto, o que aconteceu foi um reordenamento das vias. Anteriormente a via passava em frente à pista de skate e dividia o espaço público em dois, com risco para todo mundo. A proposta de unir as duas áreas públicas e a via contornar a praça visa justamente ter tráfego de veículos mais lento e promover maior segurança para os usuários. Essa proposta vai retirar parte do transito em frente à Escola Municipal Antonio Alípio já que a Rua Viera Câmara pode ser alcançada sem passar em frente à escola. Em relação à visibilidade, vale ressaltar que a obra ainda não está concluída e a área está fechada com tapumes. A retirada dos tapumes no final da obra normalizará a visibilidade na curva, e as travessias de pedestres elevadas que serão construídas, reduzirão a velocidade de tráfego na via, minimizando o risco de acidentes. As antigas “vagas” utilizadas pela Pousada Weekend estavam localizadas em área pública, área esta que com a conclusão da obra pertencerá de novo à população.

Como o projeto pode impulsionar o comércio e o lazer no local? Haverá arborização e iluminação?

A criação de equipamentos públicos de lazer promove a socialização e é notoriamente um fator de valorização das localidades onde estão inseridos, e a revitalização da antiga pista de skate trará de volta o público ligado ao esporte além do público em geral, promovendo a área. Arborização e paisagismo estão previstos no projeto.

Moradores do bairro e a ASKB relatam que não foram consultados antes da execução do plano. Porquê?

O projeto previa inicialmente apenas a criação de uma praça complementar, com infraestrutura para atender à escola, aos moradores e visitantes, com áreas e equipamentos de lazer. A partir da decisão do Prefeito André Granado em revitalizar também os equipamentos de skate existentes os senhores Leonardo Machado e Sabá foram consultados sobre as necessidades de melhorias nos equipamentos para adequá-los á prática do esporte. Os skatistas realizaram diversas reuniões com os arquitetos, sugerindo e orientando a equipe para o desenho final dos equipamentos, assim como para outros espaços públicos de skate como no INEFI da Rasa.

Como justificar o atraso de 5 meses?  Qual é o novo prazo para entrega?

Conforme mencionado anteriormente o recurso vem do Governo Federal que atrasou os repasses. O restante da verba não está sendo repassada conforme a previsão do cronograma inicial. O novo prazo de entrega será  no inicio de setembro.

Um ponto positivo observado por nossa reportagem foi a criação de um anfiteatro e canteiros com plantas. Como o espaço será utilizado e valorizado?

A proposta é disponibilizar o espaço com bancos, pérgulas sombreadas e muretas de salvaguardas para uso da população em geral, principalmente as crianças, contemplando uma área para eventos culturais extraclasse da escola Antonio Alípio, alem da área dos skatistas reformulada de acordo com as demandas deles.

Trânsito, salve-se quem puder!

Versão 2Por Mônica Casarin

O trânsito de Búzios é um dos mais mortais do Brasil! Proporcionalmente ao número de habitantes, nossa cidade se destaca no ranking brasileiro e apresenta uma alta taxa de óbitos. Segundo os dados do DATASUS, do Ministério da Saúde, a cidade de Armação dos Búzios teve constatados 12 (doze) óbitos devido a acidentes de trânsito, no ano de 2013 e uma taxa e mortalidade de 40,28% por 100 mil habitantes; contra a média nacional de 20,12% por 100 mil habitantes.

Mas não precisamos de estatísticas para perceber a selvageria com que o buzianos lida no dia-a-dia do trânsito. Basta circular um pouco pela cidade, principalmente na Avenida José Bento Ribeiro Dantas que deve ter vergonha de ter seu nome ligado a esta via, que é justamente o oposto de tudo o que ele sonhou!

São pedestres atravessando fora da faixa – mesmo que esta esteja a menos de 2 metros de distância; veículos motorizados que não respeitam as faixas de pedestres; Guardas Municipais que não se impõem no controle do trafego de pedestres na faixas ou fora delas; bicicletas sendo “forçadas” para fora das vias públicas por veículos maiores; bicicletas andando na contra-mão; carros andando na contra-mão; todo tido de estacionamento irregular – até das próprias autoridades; enfim, uma verdadeira briga de foice no escuro.

Cidadão irresponsável

Não se pode culpar somente o poder público pelo caos do trânsito buziano, na verdade são os próprios cidadãos – usuários do sistema viário – os maiores responsáveis pela tremenda irresponsabilidade que vemos todos os dias.

Exemplo: finalmente a cidade começa a ter calçadas, baias para a parada do transporte público e travessias próprias para os pedestres. Por enquanto ainda em poucos lugares, mas já é o começo. E o que cidadão faz? Aproveita estes benefícios? Não, continuam a agir como se nada existisse. Estacionam seus carrões – e carrinhos – nas novas calçadas, quebrando tudo; quase passam por cima dos pedestres que estão atravessando na faixa elevada – mesmo que isto arrebente com o fundo do seu carrão; os ônibus e as vans continuam parando fora do ponto, mesmo quando ele está ao seu lado!

Claro que andando assim, vamos continuar com a mesma taxa de mortalidade no trânsito, mesmo que algum dia a cidade venham a ter o tão falada reestruturação viárias e de mobilidade urbana, que escutamos a tantos anos.

Sem infraestrutura

Não podemos dizer que a cidade está pronta para que o cidadão possa circular livremente e com segurança. Não, longe disso. O trecho entre o Posto de Ceceu e a Via Azul é um exemplo. Não tem calçada, não tem acostamento descente, não tem sinalização, não tem iluminação adequada, enfim, não tem nada! Isto só para falar da principal avenida da cidade, a J.B.R.D. Se entrarmos para dentro dos bairros, a situação fica muito pior.

Não existe nenhum planejamento e controle sobre uso e ocupação de vias públicas na cidade, e isto vem lá de antes de sua emancipação. Vão se abrindo ruas, para construir casas, e ninguém se preocupou com a circulação. Nos bairros as ruas são estreitas, sem calçadas, sem drenagem (alagadas) e cheias de obstruções no percurso.

Búzios tem 20 anos como município, e a única obra de infraestrutura viária feita foi aquele trecho da Via Azul (entre Estrada da Usina e Tartaruga). Alguns vão falar da Via Alternativa (entre a Ferradura e Geribá), mas esta não pode ser considerada uma obra de infraestrutura, já que não tem acostamento, nem calçada, nem iluminação… só asfalto e carros em velocidade. Apenas abriram uma estrada!

Responsabilidade coletiva

Circulando por Búzios, muitos turistas – e até moradores – têm a impressão que as leis de trânsito aqui são especiais, diferente dos outros lugares. E para muitos moradores, realmente as regras de Código Brasileiro de Trânsito são mesmo ‘inaplicáveis’ na cidade. A frase “estamos em Búzios” é sempre ouvida quando alguém reclama de alguma infração. Vai ver que é mesmo, só falta oficializar!

A responsabilidade pela segurança do trânsito e boa convivência é de todos. Do poder público que deve oferecer a infraestrutura necessária e fiscalizar; e também do cidadão – eu e você – que temos que respeitar as regras e, principalmente, o outro, cujos direitos são os mesmos.

Então, que tal um esforço?

EDITORIAL – Radar, se não correr não paga!

A notícia de que os radares de velocidade estão sendo reinstalados na cidade de Búzios correu como pólvora esta semana, depois que o Perú publicou uma nota na edição passada. O debate já toma conta das rodas de amigos e mesas de bares. A maioria condena a volta do radar. Mas será que o controle de velocidade dentro de via urbana é realmente uma má notícia?
O principal argumento contra o afamado radar é que seria apenas uma indústria de multas para encher o bolso de alguma empresa amiga e que ninguém sabe para onde vai este dinheiro. O raciocínio é correto. É preciso mais transparência nos contratos que a Prefeitura faz com empresas terceirizadas. A população tem o direito de saber exatamente o quanto este sistema arrecada e para onde vai o investimento.
Porém, este argumento não pode ser usado como bandeira contra os radares. Eles têm outro objetivo mais nobre: a segurança da população! Os radares inibem o abuso de motoristas e motociclistas que acham que asfalto é sinônimo de corrida. Ora, se todos respeitarem o limite de velocidade, a empresa do radar não ganha nada! O raciocínio é óbvio!
Em 2013 houve 12 mortes no trânsito de Búzios, um índice alto para uma cidade de 25 mil habitantes. E os números vêm aumento, superando a média dos últimos 10 anos, que foi de 04 óbitos por ano.
Vemos, cotidianamente, atropelamentos de pedestres e ciclistas e acidentes de motociclistas em nosso município. É preciso frear este trânsito mortal de alguma forma.
Enquanto não tivermos uma reestruturação das vias urbanas que as torne mais humana, como ficou determinado no Plano de Mobilidade Urbana, os radares talvez sejam a solução mais apropriada para diminuir a perda de vidas humanas!

Búzios precisa mudar de verdade

Da Redação

É preciso andar de mãos dadas e defender nossa única bandeira, a cidade de Búzios.

DSC_1462Entre elogios e críticas, chegamos ao fim de mais uma temporada e já nos aproximamos da melhor temporada que é a nossa baixa. Apesar do clima agradável, custo benefício ideal para todos os bolsos e gostos, melhor qualidade de vida para os moradores e visitantes, esse período vem assustando empresários e comerciantes da cidade há anos, ainda mais com a crise econômica que atualmente assola o país. Essa preocupação se deve a queda brusca de visitantes neste período do ano, mas é justamente em momentos de dificuldades que órgãos públicos, comunidade local, entidades de classes e empresários, devem colocar em prática a sua criatividade.

Búzios não pode ser apenas um destino de sol e praia, isso é fato. O povo receptivo, as cores vivas da cidade, uma das principais raias náuticas do mundo, trilhas, colinas, estrutura para congressos e eventos, casamentos, e diversidades culturais e biológicas transformam a cidade em um grande potencial turístico e seu maior diferencial é não precisar da intervenção humana para encantar a quem a desbrava. Entretanto, as redes de hotéis e pousadas, restaurantes, lojas e serviços agregam ainda mais valor a esse espetáculo, aliando conforto e requinte.

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Carnaval de Búzios terá desfile de blocos e shows

20151O Carnaval em Búzios será cercado de muita animação com os tradicionais desfiles dos blocos de carnaval e shows. Ao todo são mais de 7 blocos que prometem agitar os foliões no balneário, revivendo a tradição dos autênticos blocos de rua. Shows também estão garantidos nos bairros Rasa e Tucuns.

A concentração, com trio elétrico, e desfiles de blocos, acontece nos bairros da Rasa, Tucuns, Manguinhos e Centro. A diversidade das atrações neste período, faz de Búzios um dos destinos mais requisitados também durante a maior festa popular do país. Além da badalação do Carnaval, o turista pode aproveitar as 23 praias paradisíacas, os famosos atrativos turísticos, como a Rua das Pedras, e ainda desfrutar de uma gastronomia que dá água na boca.

No período do Carnaval, a expectativa é receber cerca de 200 mil turistas, que poderão aproveitar os atrativos turísticos do balneário. Foliões de todas as idades e de todos os cantos do mundo desfrutarão Búzios no melhor estilo.

Para o secretário de Turismo José Márcio Moreira dos Santos, o destino atrai tanto foliões de carteirinha, quanto quem pretende descansar. “Búzios consegue misturar suas belezas naturais, com a animação do Carnaval. A rede hoteleira é tão charmosa, tem tantos atrativos, que quem quiser aproveitar para relaxar é só se hospedar e aproveitar”, afirma José Márcio.
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Guia para cair na folia em Cabo Frio

Com blocos de arrastão, shows e desfile de escolas de samba, Carnaval de Cabo Frio celebra, até o próximo dia 22, os 400 anos da cidade

prai do forte

Com o evento “Cantando a Cidade”, marcado para as 21h desta sexta-feira (13/2), será aberto oficialmente o Carnaval de Cabo Frio. A folia na cidade não se restringe aos quatro dias, e só termina no outro domingo (22/2).

Este ano, o Carnaval segue no ritmo das comemorações dos 400 anos de Cabo Frio. O “Cantando a Cidade” é um evento do calendário oficial do quarto centenário e servirá para que as 11 escolas de samba da cidade apresentem seus sambas-enredo para o desfile que acontece nos dias 20 e 21 de fevereiro, na passarela montada ao lado do Espaço de Eventos.

Além da apresentação dos sambas enredo, o “Cantando a Cidade” terá ainda a solenidade de entrega simbólica das chaves da cidade, feitas pelo prefeito Alair Corrêa ao Rei Momo Luis Carlos Rodrigues e à eterna Rainha do Carnaval, Nilma de Oliveira. A partir daí, a cidade festeja os dias de folia.

Cerca de um milhão de pessoas são esperadas em toda a cidade para aproveitar o Carnaval em Cabo Frio.

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Lartigue inventou o melhor de Búzios

Por Mark Zussman

6a63f736dc4f21d4b8939a5f2dbcfe10f6ba048aNa semana passada, não dava para pensar em outra coisa se não nos atentados em Paris. Mas acabo de reler, finalmente, minha matéria no Perú, da semana anterior, sobre Marcelo Lartigue, o fundador deste jornal. Estou falando da matéria em que eu disse que o Macelo sempre era o personagem mais interessante em suas próprias páginas e também – como boêmio, como anarquista, como equilibrista financeiro, como promotor incansável do Perú e de Búzios, como estrangeiro argentino ainda e sempre em conflito com a língua portuguesa – provavelmente o personagem mais representativo da nossa cidade. Mas ocorreu-me, enquanto eu relia, que o personagem de Marcelo não era o único que o Marcelo criou nas páginas do Perú. Criou também o repórter investigativo Muchacho Bicho Doido, o Cabelada, o Capitão Caverna, a Drika de bolsa cheia, a socialaite Angela Barroso. Até o Sandro e o Mohamed Hamber são em grande medida criações do Marcelo. É óbvio que um personagem tão absurdo como o Rui não poderia existir na realidade. O Rui também deve ser uma criação do Marcelo e comecei a pensar que os gêmeos Mirinho e Toninho – para os anglófonos, os nossos Tweedledee e Tweedledum – também são criações do Marcelo. Resta a possibilidade de que todos nós, nós os moradores deste balneário ao mesmo tempo ridículo e fabuloso, não existiríamos se não tivéssemos saído da fértil imaginação editorial do nosso grande e saudoso Marcelo.