O Mito, seu legado, e o o que vai no cu alheio

Por Victor Viana

MARCELOPassado alguns meses após a morte de Marcelo Lartigue é chegada hora de começarmos a escrever sobre ele, propagar as futuras gerações sobre o que ele já era em vida, e fingia não se importar, mas era e é: um mito e uma lenda.

Argentino – e nada poderia ser mais desconcertante para uma lenda brasileira, chegou ao nosso país e em Búzios  se achou, se perdeu, se desconstruiu, se reconstruiu, e também se autodestruiu, todos sabem. Se deixou levar pela vida e pela vila, que acompanhou e de alguma forma ajudou a virar cidade, sem notar construiu um legado; o Perú Molhado.

3anrrdik6xlz5ruz8iu9r7hodUm dos fundadores e eterno diretor deste pasquim, que incrivelmente, para a alegria de alguns e ódio de muitos, sobrevive há 34 anos  no mercado editorial contrariando as previsões catastróficas do fim do jornal impresso, Marcelo deixou sua marca no mundo. Porque era vanguarda como o jornal que criou, escrito na “aldeia”, mas apontando pro mundo. E ele deixou essa  marca  não como um personagem folclórico como chegou a afirmar em uma rede social um político local. Essa descrição, “folclórica”,   está muito abaixo da importância de Lartigue para Búzios, o Rio de Janeiro, e o jornalismo brasileiro.

capa1219O Perú Molhado nas palavras elogiosas de Ancelmo Gois é o “New York Times de Búzios”. Marcelo Madureira – dos Cassetas, disse em entrevista que o Perú era “uma instituição carioca”, mesmo esse sendo um jornal do interior do Rio. Quantos jornais editados no interior são referencia na Capital? Mas foi a atriz Luana Piovani que, via twitter, definiu melhor o Perú. Em um comentário irritado disse: “(…) em Búzios tem aquele inferno de Perú Molhado Infame”.

Sim para religiosos somos um jornal do inferno, que serve ao diabo, no qual, assim como em Deus, seus fundadores não acreditavam na existência. Para os moralistas de todos os tipos somos realmente infames; desrespeitosos, sem ética, sem valor, um lixo, um esgoto. Suas almas virtuosas e imaculadas, sem pecados e contradições, não suportam um jornal tão…verdadeiro.

É estranho a esses que um jornal, ou pasquim, ou tabloide (é esse o termo que o concorrente gosta de chamar o Perú, talvez pensando nos diminuir, e que na verdade só nos diverte), seja um sucesso. Mesmo sem dar lucro há anos sai semana á semana, conseguindo apenas, a duras penas, pagar a gráfica, algumas contas básicas, e os baixos salários de sua pequena e aguerrida equipe.

peru 1Há ainda os que afirmam com toda certeza de que não fazemos jornalismo. Essa é uma afirmação tipicamente interiorana. O Perú informa? Informa. O Perú diverte? Diverte. O Perú escandaliza? Sim. Mas nem a principal função de um jornal, que é informar –  mas existem muitas outras, ou a principal função de um veiculo humorístico, que é divertir, é o foco principal do Perú. A principal função do Perú é existir. Porque se este  jornalzinho deixar de existir como instituição, e junto com ela uma Búzios inventada, porém linda e sedutora também se esvai. Marcelo está no centro dessa deliciosa mentira que adoramos manter,  p]orque sem medo de parecer exagerado, a Búzios que o mundo conhece e propaga é uma invenção de O Perú Molhado. Ninguém quer conhecer a Búzios mal humorada – pior ainda, sem humor, tacanha  e inculta dos pelegos e lambe botas de políticos locais, dos crentes e católicos  hipócritas, que se ofendem tanto com o que vai no cu alheio, mas aceitam sem culpa encher o próprio cu de dinheiro público.

Moral, ética e religião

Por Sandro Peixoto

Dubia VidaTenho um grande amigo, uma pessoa que aprendi a conhecer e a admirar que na maioria das vezes se comporta como um verdadeiro ogro. Fala alto, fuma em lugares fechados, arrota e peida (não ao mesmo tempo, é lógico) na frente de terceiros, come com as mãos, lambe os dedos, os beiços e palita os dentes sem  a menor cerimônia. Ele tem por assim dizer, vários desvios de comportamento. Mas nenhum de caráter, que é o que diferencia o homem do canalha.Para mim, a ética moral deveria ser mais importante que a etiqueta comportamental. No entanto, nossa sociedade hipócrita  ainda prefere as aparências. A etiqueta.

A palavra ética vem do grego“ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”. Já a palavra “moral” tem origem no termo latino “morales” que significa “relativo aos costumes”. Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional, fundamentada, científica e teórica. É na verdade, uma reflexão sobre a moral.

IGREJAJá a moral pode ser descrita como um conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. São ambas responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.

Conheçoem Búzios algumas figuras de moral falida mas de comportamento exemplar. Andam em mangas de camisas, bem vestidos, cheirosos, engomados, de barba feita e penteados. Lindos, mas de cabeça baixa. Frequentam as mais distintas rodas sociais mas não conseguem dormir em paz. Esse falso comportamento no entanto, funciona como uma espécie de escudo. Se a sociedade admira mais a etiqueta que a ética, damos-lhes então o que deseja – deve pensar essa gentalha.

Sempre notei que as pessoas extremamente religiosas ( e são os evangélicos quem mais se destacam nesta seara) preferem a falsidade comportamental que aobrigação ética. Para essa gente, fingir que se é sério é mais importante que sê-lo. Nada como um terno(mesmo que mal-cortado) um sapato preto lustrando, uma bíblia debaixo do braço e uma expressão fechada. O sujeito pode ser o mais mau-caráter da terra,mas se fizer pose de sério, está salvo – deve pensar. Muitas das vezes se sinto ofendido ao ver esse tipo de gente me olhando de soslaio se achando salvo ( de quê?), limpo, acima de qualquer suspeita enquanto eu, por não ter um comportamento adequado a sua falsa moral, aos seus olhos não passo de um ímpio, um ser inferior.

Não ligo: vou seguir em busca da ética e que se dane a etiqueta e a falsa moral dessas bestas.

A Guerra, a lama, a grana

Thomas Speroni 

tio-sam-chorando-Passeando por uma rede social, me chamou a atenção o link para uma reportagem sobre a corrupção nas forças armadas americanas.Se FHC se disse (hipocritamente) envergonhado pelas tenebrosas transações na Petrobras, Tio Sam certamente também soltaria sua pérola ao tomar ciência da sujeira que povoa o “complexo militar-industrial” dos Estados Unidos.

Em suma, nada que nós, brasileiros, nem nenhum outro povo de qualquer paísdo mundo já não conheça. Nas palavras da própria reportagem: “Pagamento de propina para a concessão de contratos, pedidos de material faturados e jamais entregues, esquema de corrupção com alcance internacional que chega, por vias indiretas, ao quintal do governo federal dos EUA.”. Basicamente é o que estamos vendo aqui na Petrobras, e é o que se vê nos grandes escândalos de corrupção planeta afora. No caso americano, segundo a revista, a roubalheira correu solta no período das operações militares no Iraque e no Afeganistão. Fala-se em cerca de US$ 31 bilhões afanados.

Lá pelas tantas a reportagem informa que a moeda de troca dos corruptos não foi somente montantes de dinheiro: eles foram agraciados também “com a contratação de prostitutas e viagens em primeira classe para hotéis de luxo.”. Detive-me por um instante nesse ponto. Lembrei-me de algumas quantas vezes em que a contratação de prostitutas foi encontrada nas investigações de esquemas de corrupção, e quantas das muitas vezes essa informação provocou um bônus moralistaà revolta pela roubalheira.

Dinheiro, viagens de primeira classe, hotéis de luxo… Tudo pago com dinheiro público. Ah, mas quengas já é de mais!

Por que?

downloadPor que pagar prostitutas com dinheiro público é mais repugnante e mais revoltante que pagar bens materiais e turismo? Ora, o sexo é um prazer, como muitos outros; é mais ou menos prazeroso, para alguns, que ter a conta bancária volumosa, fazer turismo de primeira classe ou ter mansões e carrões. O dinheiro compra tudo isso. E compra o sexo também. A prostituição é uma das profissões mais antigas que existe. Vários países já a regulamentaram. Prostitutos e prostitutos podem ter carteira assinada, pagam imposto de renda e contribuem para a previdência, como qualquer outro cidadão que desenvolve uma atividade profissional, como um advogado, por exemplo (vejam só que curioso: quando os corruptos são pegos, recorrem aos advogados para livrar-lhes a cara da condenação pelo crime cometido. Os advogados, corretamente, prestam seus serviços aos corruptos – afinal, é seu trabalho –, e isso é visto como ponto louvávelde sua trajetória profissional, vide Márcio Thomaz Bastos. Já com os profissionais do sexo, prestar serviços aos corruptos é motivo de dupla vergonha).

Mas por que, ainda assim, principalmente em sociedades mais conservadoras, como a brasileira,pagar serviços de prostituição com dinheiro público é mais infame que comprar bens materiais e serviços turísticos ou advocatícios com os vinténs roubados?

Qual é a diferença entre a puta e o carrão? Moral.

É uma diferença pura e simplesmente de julgamento moral. No moralismo do nosso paradigma judaico-cristão, o sexo deixa de ser o que realmente é – um dos vários meios pelos quais gozamos – e passa a ser doutrinado por um modelo alheio ao que temos de humano. Se não for no casamento, e bem morninho, é abjeto, repugnante, sujo, imoral, ilegal, pecaminoso, infernal, diabólico. Já a corrupção, não: é apenas uma conduta considerada indesejável e criminosa pelo Estado.

No final dessas contas corruptas, minha pergunta é: quem são os verdadeiros putos? Aqueles que são previamente contratados para desempenhar uma atividade profissional (e, como toda atividade profissional, são remunerados por isso), ou os que assaltam toda uma nação?

O Dicionário Michaelis diz que há dois sentidos para o verbo “foder”: 1) copular; 2) prejudicar. Prostitutos e corruptos: ambos fodem por dinheiro, cada um à sua maneira. Por que um é mais imoral que o outro? Muito se fala dos cidadãos da prostituição, mas sãoos cidadãos da corrupção estão (nos) fodendo.

Se me permitem, tenho mais uma pergunta: quando é que nós vamos começar a foder eles pelo (nosso) dinheiro?

Ao poeta, com amor de passarinho

Janir Júnior

Manoel-de-BarrosSeria, no mínimo, desrespeitoso querer fazer um texto literário para homenagear Manoel de Barros, morto em 13 de novembro, aos 97 anos. Nem mesmo de homenagens o grande poeta gostava. Então, só me resta escrever uma espécie de carta de amor ao escritor cuja poesia Guimarães Rosa comparava a um doce de coco. Manoel, seus óculos de grossas lentas, a escrita feita à mão, a reclusão no meio do mato, a ligação com a natureza, comunhão visceral e inventiva com as palavras. A essência do amor.

 

Há algum bom tempo, sou amante do poeta, de suas palavras, do seu jeito único e singelo de encarar a vida. Mas foi apenas no ano passado que, ao entrar numa livraria do Largo do Machado, vi num canto sem muito destaque “Manoel de Barros – Poesia completa”. Cheirei as páginas e comprei. Desde então, virou uma bíblia que serve para refletir, arrumar as gavetas da alma e do coração. Recomendo a leitura em pílulas.

 

O livro obedece uma ordem cronológica, de Poemas Concebidos sem pecado (1937), passando por Arranjos para assobio (1980), o Livro de pré-coisas (1985), os infantis Exercício de ser criança e Poeminha em Língua de brincar (1999 e 2007). O leitor não necessariamente precisa obedecer a mesma cronologia.

 

“Fazer pessoas no frasco não é fácil/mas se eu estudar ciências eu faço./Sendo que não é melhor do que fazer/pessoas na cama/ Nem na rede/Nem mesmo no jirau como os índios fazem (No jirau é coisa primitiva, eu sei, mas é bastante proveitosa)/ Para fazer pessoas ainda não/inventou nada melhor que o amor./Deus ajeitou isso para nós de presente./De forma que não é aconselhável trocar o amor por vidro/, diz “O Amor”, da série o Fazedor de Amanhecer.

 

Sobre a morte, certa vez Manoel a definiu: “Pelas pessoas que se vão, pelas coisas boas que perdemos. Muitas vezes vivemos para perder, principalmente na velhice. O tempo não morre. O tempo nasce. Não devemos ter esse sentimento melancólico pelo tempo que passa. Devemos estar abertos para o novo, para o futuro, para o tempo que vem.”

Ele se foi. Pelo Google (onde mais?), é possível quem desconhece Manoel saber histórias corriqueiras: lançou mais de 25 livros. Deixou Stella, companheira de toda uma vida, uma filha, sete netos e cinco bisnetos. O poeta também teve outros dois filhos que morreram de forma trágica, um abalo forte na vida do escritor. Há anos, ele vivia recluso em Campo Grande (Mato Grosso do Sul). O poema “A turma” (2013), foi o último escrito pelo autor, que ganhou o Prêmio Jabuti duas vezes, em 1990 e 2002.

 

Recomendo, então, para quem for navegar na rede em busca de Manoel que assista ao documentário “Só dez por cento é mentira”, de Pedro Cezar. Um belo retrato até onde o poeta se deixou invadir na sua privacidade.

 

São singelas e puras, por muitas vezes “desconexas”, inventadas, as palavras de Manoel de Barros. Mas são de amor até quando ele fala de borboletas no paletó. A terra, a natureza, os bichos, o rio. O simples está nos textos de Manoel.

 

Em 1986, o poeta Carlos Drummond de Andrade declarou que Manoel de Barros era o maior poeta brasileiro vivo. Agora, é o maior poeta brasileiro morto. Morto? Cuidado para não esbarrar com Manoel no quintal da sua mente ou coração, ou sentir a alma ser tocada pelos passarinhos. As estrelas que se cuidem.

A foda nossa de cada dia

Por Camila Raupp
tumblr_ld5yh3oFx31qf2ivno1_500_largeAceitei com muito medo mas com muito tesão o desafio de escrever uma coluna sobre sexo no Blog do ‘O Perú Molhado’ todo sábado. Na verdade eu sempre quis escrever sobre o tema, que é tabu e que sempre que o menciono percebo que as mulheres à minha volta se encolhem e ruborizam.
Falar de sexo não é tarefa fácil, o tema é envolto em recalques. Grande parte das mulheres quer conversar sobre sexo, trocar experiências, contar histórias, mas fomos ‘adestradas’ a desde muito cedo não falar  sobre gozar, sobre libido, sobre fetiches porque é feio e meninas comportadas, ou no meu caso mães de família, não falam sobre suas intimidades.
Mesmo no meio das mais descoladas,  modernas e aparentemente seguras, o medo e receio são mais fortes. Parece até que estamos cometendo algum pecado muito sério, ou que alguém a qualquer momento pode repreender o grupo pelos comentários – tá certo, as vezes os comentários são exagerados – na mesa do restaurante.
O tema desse meu primeiro artigo é  a ‘A foda nossa de cada dia’. Sim, porque todas nós merecemos. Mas merecemos todo dia meia boca ou de vez em quando um espetáculo? Deixa eu explicar, não é fácil para nós mulheres chegarmos lá, é um processo. E nem sempre nossos queridos parceiros estão dispostos a gastar esse tempo. E as fodonas passam a ser fodas, fodinhas até não rolar mais nada. Não, não, não, nem pensar. É hora de virar esse jogo.
A maioria das minhas parceiras de coluna – sim elas existem e fazem a coluna junto comigo – e que me relatam suas opiniões e experiências, dizem que preferem uma foda espetacular, demorada e longa ás rapidinhas. Não que as rapidinhas não sejam importantes, elas são. Mas são uma espécie de preparação, ou  treino. Especialmente para quem tem um parceiro fixo.
Foi interessante ver as reações à pergunta – Você prefere fodinhas durante a semana ou uma fodona no sábado? Uma pulou da cadeira em posição de sentido dizendo: “Lógico, uma fodona no sábado!”. Outra disse,  “peraí, mas por que sábado?”. Ok eu não me expliquei direito, sábado é uma suposição, digamos que seja na segunda, não é questão de data, dia marcado mas de capricho. Outra amiga disse que o parceiro é muito bom e que ela fica muito satisfeita com uma vez por semana, que é maravilhoso e que ela vê fogos de artifícios com orgasmos múltiplos e fica sem aquele tesão enorme, mas que transa com ele todos os dias apenas pelo prazer de vê-lo gozar.
phpThumbOutra, essa não tem namorado e curte uma badalação, me disse que a noite reserva muitas surpresas e que ultimamente tem sido muito difícil encontrar um cara disposto a gastar tempo, realizar fetiches, tudo é muito rápido, falta delicadeza. “A parada é que tem que estar a fim. Não dá pra transar 7X por semana só porque TEM QUE transar”, disse uma delas, que anda consumida pelos estudo mas não deixa de reservar um tempinho para o prazer.
Sexo é um assunto muito complexo e divide mesmo as opiniões, causa frisson, quando uma começa a falar, os ânimos se exaltam. Nós mulheres adoramos contar umas para as outras nossas aventuras, mas que nosso parceiro nunca saiba e que nunca seja em grupo e nem com amigas das amigas. É tudo segredo, somos quase uma irmandade. E nunca falar demais nos bate papos da vida, vai que uma delas dá um print?
Tenho uma amiga que sempre que conversamos me fala sobre seu “namormigo” ( o namormigo é uma novo e raro espécime que se encontra com pouco frequência, é aquele cara que é teu amigaço e que sem querer você descobre que é bom demais de cama). Como é bom, sem cobranças, sem contagem, é só sempre ‘fodástico’ como ela mesma diz. E nada de dormir de conchinha, cada um na sua casa. Esse tipo realmente está cada vez mais escasso, quem tem que segure o seu.
Eu escrevo a coluna rindo e lembrando das conversas, como é bacana ver as minhas amigas descontraídas, trocando experiências, só posso desejar um mundo onde cada vez mais possamos falar de sexo sem o sentimento de culpa. Não vou mentir para vocês, estou com uma pontinha de medo das reações á essa coluna, mas todas as opiniões serão sempre bem-vindas. Aliás, já elenco o tema do próximo sábado – Mulher sente tesão vendo o parceiro gozar? Será esse um fetiche exclusivo dos homens? Até semana que vem. :D
* A coluna é feita a muitas mãos, mande você também sua opinião sobre o tema da próxima semana. E não se acanhe, homem também pode participar  O sigilo é garantido, pode falar!Fale comigo no zap – 22 99806-8537 ou por e-mail – camilarauppcom@gmail.com
* Camila é jornalista, cronista de Facebook e ativista de Twitter.

Preto Fortunato

Por Fábio Emecê

250725_116777021806032_804262524_nFortunato é preto. Ele sabe. Sempre olha pra sua pele tentando valorizá-la. Bom, muito bom. Fortunato teve riquezas. Porta-voz do povo. Foi. Banqueteado, elogiado, orgiado. Fortunato sempre foi de se empaturrar. Fortunato, Fortunato, pede o que quiser que será contemplado. Fortunato gosta de canetas, gosta de palavras, gosta de ramos e de rosas… brancas.

Fortunato é líder. Gosta do reconhecimento, do momento e das glórias. É arrojado, é mulherengo, é um preto nato. Fortunato pede ajuda. Pra se livrar das enrascadas, não ser mais cúmplices das enrabadas. Fortunato não é tão bom de sacada. Infelizmente… Mas gosta de uma trepada. E tem uma molecada. Herdeiros de Fortunato não sabem nada. Fortunato deve, deve e não ao santo agradece. Não agradecia. Agora agradece.
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Na madruga

Por Thomas Speroni

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Na foto Thomas está na madrugada de Búzios com a galeta do Perú

A madrugada é especial; é uma delícia. Sou assumidamente notívago. Sou um admirador apaixonado e convicto da madrugada. Ela é um espaço único, completamente distinta do dia ou da noite, não só por ser um turno diferente, mas principalmente pela sua atmosfera.

            Acho a madrugada convidativa à atividade intelectual. Talvez pela sua quietude, talvez pela sua solidão – talvez pela junção dos dois. De madrugada o mundo hiberna, o ruído exaustivo da rotina se cala. O som de dentro fica mais alto do que o som de fora. Para mim, é a hora ideal para pensar, refletir, escrever, ler, estudar, analisar…

            A madrugada, por si só, já é maravilhosa por ser a faixa horária do dia com menos probabilidade de haver alguém para te aporrinhar.

            Fora da dialética consigo próprio, pouco há a se fazer de madrugada: as escolas estão fechadas, as repartições públicas também, assim como os shoppings, as indústrias, as lojas, os bancos e tudo isso que rotineiramente nos faz esquecer de nós mesmos. De madrugada você é sua única companhia (e geralmente uma porção generosa de comida e/ou bebida).

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Deus é cruel

Por Sandro Peixoto

deus_thumb5Escrevo tardiamente sobre o atentado de Boston. Mas como nunca é tarde para levantar a voz contra a violência aqui vamos nós. Quando soube do atentado fiquei atento aos detalhes das investigações. Como os americanos colecionam inimigos em todas às parte do mundo, de imediato era difícil saber a origem do mal. Mas pelo tamanho do estrago, mais parecia coisa de um lobo solitário (como a mídia  costuma chamar os terroristas individuais nos EUA), fato comprovado afinal.  Ao menos por enquanto.

Não sabia quem eram os terroristas, mas de uma coisa eu tinha certeza. Deus estava na jogada. Ou Alá, ou Jeová, ou Maomé, ou como queiram nomear. De fato, havia por trás da insanidade dos irmãos Dzhokhar  e Tamerlan Tsarnaev, a anuência e porque não dizer, o consentimento de Deus. Ao menos foi o que revelou o terrorista que inda está vivo a policia. Tamerlan alegou a um juiz federal americano, motivos religiosos para o ato de insanidade que provocaram na cidade de Boston.

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Natal é Engeluz

O cliente agora conta com o auxílio de um Light Designer

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A Engeluz é uma home center que está há mais de 30 anos no mercado e tem uma de suas lojas há cerca de 10 anos sendo uma referência em Búzios. Todos os anos é conhecida por ter a melhor e mais variada ala de artigos natalinos da cidade. São itens de decoração, luminárias com motivos natalinos, arvores de natal desde 50cm até quase 3 metros, cascatas de luz, bolas de natal. Quem já quiser montar a decoração de Natal a Engeluz é o lugar certo.

Corredores amplos, bem iluminados e climatizados dão a quem entra na Engeluz o bem estar para visualizar aquilo que precisa nas prateleiras bem arrumadas e sortidas. Atendentes estão sempre prontos a ajudar o cliente em suas compras. A loja está mais bonita e no exterior conta com um amplo estacionamento. Além de um mix completo de produtos de elétrica, conta também com uma seção de decoração. Sempre buscando inovar para melhor atender o cliente a Engeluz mantém a disposição dos clientes um Light Designer, que o Angelino Lopes Neto, há 10 atuando no mercado. Esse serviço não tem custo nenhum ao cliente, comprando artigos de iluminação na loja já tem direito a assessoria do profissional.
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Jornalista: ser ou não ser?

Por Janir Júnior

JornalistaHá certo tempo, me flagrei quase influenciando o rumo de alguns estudantes que ingressavam na carreira de Comunicação Social, com especialização em jornalismo. Vocês não terão mais fins de semana, feriados, Natal, Carnaval. Vão cair num mercado cada vez mais estreito, difícil e com futuro indefinido. Ralarão muito para ganhar pouco. Com os anos, ganharão até mais, mas seguirão ralando a bunda no chão. Longas temporadas fora de casa. Um novo cenário de menor qualidade e muita apelação. Jornalistas se separam muito e bebem para caralho. Esses foram apenas alguns dos vários itens de uma conversa descontraída. Mas o principal foi dizer que amo a profissão que exerço há 19 anos.