O Perú na telona

Da redação

Capa DVD divulgação
Sexta-feira, 19 de dezembro, será uma noite especial para o cinema mundial. Após 13 anos de trabalho, mais de 12 mil horas de gravação, outras tantas de edição e com a participação de muitos amigos do Perú, finalmente será exibido no Gran Cine Bardot, Uma História do Perú, filme do cineasta Milton Alencar Jr. O longa-metragem do maior e melhor jornal de Búzios, com quase 80 minutos, traz depoimentos de amigos e leitores do Perú nesses 33 anos de existência. O filme começou de maneira engraçada, como tudo no Perú Molhado. A ideia original era fazer um programa de TV (para passar na web e numa TV a cabo), usando a plataforma do jornal como base.
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Primeiras imagens feitas pelo satélite Cbers-4 são de Búzios

cbers_4O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou terça-feira (9) as primeiras imagens produzidas pelo satélite Cbers-4, desenvolvido em parceria brasileira com a China. O equipamento foi lançado ao espaço na madrugada do último domingo.

As imagens captadas são de Búzios – mas o material ainda é usado para fazer ajustes nos equipamentos. As fotos foram produzidas pela câmera MUX, que está acoplada ao Cbers-4 e é a primeira câmera para satélite inteiramente desenvolvida e produzida no Brasil.

O equipamento registra imagens no azul, verde, vermelho e infravermelho, em faixas distintas, para uso em diferentes aplicações, como o monitoramento dos setores agrícolas, florestal e no controle do meio ambiente.
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Masturbação II

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A masturbação é um tema tão complexo que rendeu a semana inteira. Foi a primeira vez que após a coluna sair os comentários se seguiram a semana inteira, e simplesmente não consegui escrever sobre nenhum outro tema a não ser me manter no mesmo. As perguntas foram muitas e as dúvidas também, precisei de ajuda e de pesquisa. O tema é vasto minha gente.

O tema foi tão rico que na quarta-feira enquanto trabalhava, recebi uma mensagem de um sex shop da cidade, elogiando a coluna e dizendo que estava convidada para conhecer a loja. Fui visita-los e de novo não pude deixar de falar do tema. Masturbação. Conversamos e quando percebi estava rodeada de consolos, vibradores e o famoso coelho sorridente.

As mulheres se masturbam, e muito!! Mais do que você possa imaginar. As opções são tantas que a gente se perde. É tudo muito engraçado, espontâneo e divertido. Mas as mulheres não tem frequentado tanto assim a loja, se queixou o dono. Uma amiga na quinta-feira me disse “Ah não vale, ter parceria com sex shop para coluna, eu tô solteira!”. Prontamente respondi, – Mas é por estar solteira que você precisa frequentar a sex shop gata. Quem disse que não podemos nos divertir sozinhas?
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Pretexto

Por Fábio Emecê

Sharpeville VictimUma batida não é apenas uma batida quando o que se evoca tá além de nossa compreensão. Um fundamento é um fundamento quando o que está em jogo é o silêncio. Um arremesso é um arremesso quando o alvo é acertado. Um chute é um chute quando gol é ignorado.

Saber estar prestes a fazer algo único na sua vida nunca é sentença para se colocar diante do fato de que somos ridículos querendo espaços mínimos para meia dúzia de pratos serem preenchidos com as proteínas, vitaminas e carboidratos básicos para se exercer o mínimo de esforço e produção exigidos pela vida humana.
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Masturbação é um tabu?

01Falar de masturbação é fácil, em se tratando do mundo masculino é claro. Para nós mulheres esse tema á mais difícil do que falar de sexo propriamente dito. Ou você já conversou com alguma amiga sobre como se masturba? Os meninos falam de punheta o tempo todo, é até chato, e não pense que é só na adolescência. Solteiros, casados, jovens, velhos, para eles é desestressante, alivias tensões, acalma, deixa a mente mais leve.
Porque para nós mulheres, é tão complicado falar sobre isso? Será porque masturbação não é coisa de mulher? Ou porque homens tem necessidades diferentes das nossas? Mas, antes disso, será mesmo que mulher não se masturba? Será esse um mito a ser derrubado? Muitas perguntas para um parágrafo só.

Mulher se masturba sim, mas muito menos do que deveria, 1/3 das mulheres do planeta, segundo pesquisa realizada há cerca de 50 anos atrás, nunca havia se masturbado. E pasmem, após 50 anos o número pouco mudou. Pesquisando sobre masturbação encontrei uma Guru da Masturbação, em Nova Iorque ensinando as mulheres a ter prazer. Sim, com espelhinho, nuas, se tocando. Aprendendo através do próprio corpo a terem auto-estima e se conhecerem. Uma revolução.
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Traíra

Por Fábio Emecê

fotos_852_O traTemos desejos, anseios e vontades. Bastante dos 3 quando somos inquietos. Somos da geração que não tomamos ritalina quando crianças, apenas varas de marmelo e correlatos. Ai, o sonho e inquietude para alguns não acabou e eis que vivemos propondo um monte de coisa pro mundo.

Quando propomos um monte de coisa pro mundo, nossa, o bagulho fica doido, pois quem propõe quer ver a parada acontecer e geralmente acontece. Boom. As coisas tomam forma e você sabe, né, as coisas saem do lugar comum e o que era considerado imutável, não é mais.

Isso chama atenção e bastante pessoas se achegam, absorvem e querem tirar uma casquinha das proposições. Só não percebem o óbvio, sem atuar não tem como tirar casquinha nenhuma, pois o que é proposto depende basicamente da ação dos envolvidos. Olhar, dar tapa nas costas e associar o nome não te dá referendo de nada.
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Carta aberta

Por Janir Júnior

DSC05033Do salão do Bar do Serafim, Rua Alice, em Laranjeiras, zona sul do Rio, é possível avistar, do outro lado da estreita rua, uma agência do Correios. A porta de ferro fechada, uma luz quase sem luz, uma sensação de vazio e vamos matutar: afinal, quando foi a última vez que você escreveu, de próprio punho, no deslizar de uma caneta Bic, uma carta? De amor, de amizade ou qualquer coisa que o valha?

A minha última vez tem cerca de ano e meio. Já separado, escrevi alguns parágrafos para a mãe de meu filho. Nas tortas linhas, nada de pedido meloso de reconciliação, pieguices ou sessão nostalgia. Era apenas um desejo de feliz dia das mães. Mais uma data esdrúxula voltada para o comércio, mas que, ao menos, serviu para despertar a vontade de redigir a mão um agradecimento pela geração do mais puro amor, um filho. Junto, envie algumas fotos, também impressas em papel.
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Dar prazer é ter poder?

Por Camila Raupp

Para começar, não sabia como essa coluna traria repercussão e comentários; quer dizer, eu sabia, mas não sabia que iam ser comentários positivos.

poder e prazer

Nunca antes na história do meu facebook, nem na época em que eu comentava sobre política, o meu inbox foi tão movimentado. Amigas que eu nem imaginava que iriam ler a coluna me dizendo que estavam eufóricas com a próxima – no caso a de hoje – quanta pressão! Mas como eu não sou de negar fogo – literalmente – vamos sim ter um segundo artigo, afinal, ninguém me apedrejou em praça pública, nem me chamou de bruxa, ou de puta.

O tema dessa coluna, que com certeza vai dar o que falar é – As Mulheres sentem prazer em ver o parceiro ter prazer? Sim, é o que 90% das minhas colaboradoras afirmaram categoricamente. Eu sinceramente, me assustei com as respostas, achei que menos mulheres se preocupavam com o prazer masculino. Afinal, estamos sempre às voltas com o nosso próprio – difícil e carrasco – orgasmo. Então mudei o foco do artigo e inclusive o da pergunta, o fato é – Dar prazer é ter poder?
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Insubmisso, porém incômodo

Por Fábio Emecê

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0004msOlho para a lauda e vejo um monte de frases desconexas. Um gole de café para ficar acordado. Um disco de rap no talo e vamos lá rabiscar. Entre escolhas de vocábulos e lembranças sobre coesão e coerência, lembro que nem serei responsável direto por essa lauda. Ganho uma grana para consertar textos para intelectuais renomados receberem os louros.

As vezes são políticos ou empresários. Que seja, ganho uma prata para as palavras estarem bem no concerto de convencimento de pessoas. A maioria das vezes peço para o cliente escrever o que pensa na lauda e partir da matéria prima, fazer o que tem ser feito. Fomos condicionados a fazer o que tem que ser feito desde sempre, senão a gente morria, não, morre, mata, sofre.

Direcionar, pois é, direcionar, isso não é admitido, mesmo que façamos, não é admitido. Um cliente desses renomados, disse que os pretos não tinham como produzir material intelectual. Um poeta de merda que dependeu de um preto e de uma preta para desenvolver sua escrita, afinal o primeiro romancista brasileiro foi preto e a primeira mulher brasileira a escrever um romance foi preta. Ah, o fundador da Academia na qual ele se esgueirou para ter uma cadeira de imortal, também era preto.
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O Mito, seu legado, e o o que vai no cu alheio

Por Victor Viana

MARCELOPassado alguns meses após a morte de Marcelo Lartigue é chegada hora de começarmos a escrever sobre ele, propagar as futuras gerações sobre o que ele já era em vida, e fingia não se importar, mas era e é: um mito e uma lenda.

Argentino – e nada poderia ser mais desconcertante para uma lenda brasileira, chegou ao nosso país e em Búzios  se achou, se perdeu, se desconstruiu, se reconstruiu, e também se autodestruiu, todos sabem. Se deixou levar pela vida e pela vila, que acompanhou e de alguma forma ajudou a virar cidade, sem notar construiu um legado; o Perú Molhado.

3anrrdik6xlz5ruz8iu9r7hodUm dos fundadores e eterno diretor deste pasquim, que incrivelmente, para a alegria de alguns e ódio de muitos, sobrevive há 34 anos  no mercado editorial contrariando as previsões catastróficas do fim do jornal impresso, Marcelo deixou sua marca no mundo. Porque era vanguarda como o jornal que criou, escrito na “aldeia”, mas apontando pro mundo. E ele deixou essa  marca  não como um personagem folclórico como chegou a afirmar em uma rede social um político local. Essa descrição, “folclórica”,   está muito abaixo da importância de Lartigue para Búzios, o Rio de Janeiro, e o jornalismo brasileiro.
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