2013: O frustrado ataque ao judiciário

In Búzios por Eva LartigueDeixe um comentário

caparuyDa Redação

O ano de 2013 fechou um ciclo, gestado nos anos anteriores, em que o judiciário local foi frontal e visceralmente atacado por um engenhoso projeto de poder concebido pelo ex-editor do Jornal Primeira Hora. Ancorado em seu jornal, e flertando com quem estivesse no comando da administração publica, o ex-gestor da Fundação Bem Te Vi, não poupou delegados, Juízes, desembargadores, membros do ministério publico e até prefeitos, que se opusessem ou frustrassem o seu delírio de ver a cidade aos seus pés, objetivo esse cunhado na expressão de sua autoria, “quem manda nessa porra de cidade sou”, proferida na agressão contra o policial Roberto Medina, no episodio da invasão a redação do Peru Molhado.

O ex-secretário de planejamento e gestão do governo Mirinho Braga, cuja cadeira foi forte concorrente com a que ocupou nas instalações do fórum da cidade, nas inúmeras ações que pesam sobre ele, errou feio no trilhar de seu projeto de ascensão ao poder, ao pesar seus ataques sobre duas instituições fundamentais para o equilíbrio social e emocional na vida do cidadão, o judiciário e a família.

Comparando o judiciário local a uma casa de tolerância e encenando intrigas familiares entre os membros do judiciário e do executivo buziano, o ex-secretário ultrapassou todos os limites do respeito humano e da sanidade, ao sugerir, bem ao estilo das novelas bregas da televisão brasileira da década de 80 ou dos filmes enlatados americanos da década de 70, de que estaria sendo ameaçado de morte por membros do judiciário e pelo editor do Perú Molhado.

O recorte e colagem que foi usado para sustentar “tão grave ameaça”, foi desmascarado de imediato, como mais uma tentativa de comprometer os membros do judiciário local na analise dos inúmeros processos a que responde o ex repórter do Jornal Primeira Hora.

O ex-gestor da Bem Te Vi apostou alto e perdeu feio em seu projeto pessoal, pois não considerou a equidistância dos juízes e membros do ministério público que passaram e se fixaram na comarca de Búzios em separar o pessoal, a politica local e a responsabilidade no exercício da função constitucional para o cargo em que foram investidos mediante concurso.
Todo o sofrimento causado pelo ex-secretário de planejamento e gestão aos atores que procurou envolver nesta grande encenação mambembe e tragicômica, foi, e continua a se respondida a altura, lastreada em fundamentação técnica e nos parâmetros legais estabelecidos pelo exercício do bom direito.

A prisão domiciliar imposta ao ex-repórter do Jornal Primeira Hora, deve servir não só como instrumento disciplinar para impedir que as investigações em curso contra ele sejam comprometidas, mas também como forma de contribuir para sua ressocialização em seu futuro retorno a sociedade.

Que, no curso de seu período sabático, como ele mesmo afirma que está vivendo nas redes sociais, o ex-gestor da Fundação Bem Te Vi, aprenda de uma vez por todas que a cidade de Armação dos Búzios não tem dono, pois numa democracia, o poder deve ser exercido e compartilhado por todos e não apenas por uma porra de um dono.

E antes que a gente se esqueça, lé com lé, cré com cré , um sapato em cada pé…

Deixe um Comentário