Agressão na Marina

In Búzios, Polícia por Eva LartigueDeixe um comentário

christianaDa Redação

Um organizador de eventos alugou a casa do advogado Ricardo Valdívia na Praia Rasa (Marina), uma das mais bacanas de Búzios, que vive lotada nesta época do ano. Desde meados de janeiro, o sossego ali virou coisa do passado. O novo inquilino organiza festas no endereço, e isso vem revoltando alguns moradores ou veranistas, que apelaram à associação de moradores Ama-Formosa. Mas nada mudou.

No último sábado (08/02), o secretário de Ordem Pública de Búzios, Geraldo Borges, bloqueou a festa marcada para aquele dia. Na manhã seguinte, uma vizinha, proprietária de casa no mesmo condomínio, Christiana Malta, saiu para caminhar e foi ameaçada por um dos seguranças do inquilino, que segurou o seu braço com violência, apontando-lhe o dedo. Christiana tentou se defender, levou um soco no rosto, caiu e foi parar no hospital. Nós não conseguimos contato com o organizador de eventos. O caso foi registrado na delegacia local e está nas mãos do advogado Christian Brandão.

“Após a proibição foram todos com advogados para conseguir uma liminar em Cabo Frio e o prefeito foi até Cabo Frio para derrubar a liminar, um prefeito maravilhoso. A organização da festa tinha um alvará. Mas não sei como, porque se é proibido como que eles conseguiram um alvará? Fomos as compras e na volta vimos que tinha parado o som, ficamos satisfeitos mas depois começou de novo. Então o secretário me ligou e perguntou: “Está tendo barulho ai?” disse que sim e fui lá olhar. Todos os vizinhos tiram fotos e mandam pra mim porque ninguém tem coragem de fotografar. Eu fotografo as irregularidades, eu não fotografo A, B ou C. Foi uma coisa impensada eu sair. Mas quando que eu iria imaginar que iriam me agredir de uma forma tão covarde? A Associação está mandando essas cartas e eles tomaram a coisa como algo pessoal. Quando to passando saiu um cara do canteiro central e mostrou o bum bum e disse: ‘Fotografa aqui a minha bunda’. Fiquei estarrecida, eu ia fotografar mas demorei e ele pôs a bermuda e foi sentar. Depois saiu um segurança de roupa preta, careca, e me xingou de todos os nomes que você pode imaginar. De vagabunda para baixo e mandou eu cuidar do meu macho . Eu disse para ele que ele não podia fazer isso. Havia uma mulher de braços cruzados e do nada esse cara que mostrou o bumbum e segurou o meu braço e me xingava e queria pegar o meu celular. O caseiro viu e foi chamar o meu filho e os funcionários da prefeitura estavam estacionados e chamaram reforços. Eu disse larga o meu braço agora, eu não vou te dar celular nenhum. Ele foi se aproximando de mim, falando cuspindo em mim. E grudou o dedo no meu rosto, dei um tapa no dedo dele e tirei, então ele gritou: ‘Ela me deu um tapa na cara!’ e então me deu um soco no rosto. Eu cai no chão e ninguém me ajudou. Depois meu filho chegou, mas eram 15 contra uma mulher, um rapaz e o caseiro. Comecei a ligar para a polícia (190) e só dava em comunicação, em comunicação, em comunicação… Tenho uma doença rara e já tive quarto enfartes. Então fui para o Hospital aqui de Búzios, que é maravilhoso; pessoas delicadas, tudo limpo. Tirou a radiografia e foi lá que vi que minha orelha estava rasgada. Me ameaçaram dizendo que meu café estava coando e que eu ia ver o que ia acontecer. Liguei para o advogado, que é uma pessoa maravilhosa, estava chegando de viagem e deixei para ir a delegacia no outro dia. Quando eu estava chegando do hospital tinha um policial alto e forte, muito simpático nos esperando para ver o que estava acontecendo. Desligamos o carro e ficamos conversando com ele. De repente passa esse cara careca, volta e joga pela janela um mandato de intimação. Ele que me agrediu verbalmente pela primeira vez, serviu como testemunha de que eu tinha dado um tapa no rosto dele. Vê se eu ia deixar alguém por um dedo no meu rosto. Enquanto eu fui ao Hospital eles foram na delegacia e fizeram uma queixa. Era uma coisa armada”, nos contou Christiana muito emocionada ao lembrar das cenas de agressão.

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