Convenção de Minamata: só o Perú esteve lá!

In Especial Minamata, Japão, Turismo por Eva LartigueDeixe um comentário

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Por Victor Viana

Representantes de 140 países firmaram no último dia 10, no Japão, a Convenção Minamata sobre o uso e as emissões de mercúrio, batizada com o nome da cidade japonesa que sofreu o pior desastre ambiental provocado por este metal altamente tóxico.

A “Convenção Minamata” foi firmada em um encontro organizado sob a chancela da ONU em Kumamoto (sudoeste), perto de Minamata, após ter sido elaborada e adotada em janeiro passado, em Genebra.

O Perú Molhado, segundo nosso correspondente e editor Marcelo Lartigue, foi o único órgão de imprensa brasileiro a estar presente na convenção que pretende, através do acordo, reduzir em nível mundial as emissões de mercúrio, muito tóxicas para a saúde e o meio ambiente, assim como a produção e o uso deste metal, sobretudo na fabricação de produtos e em processos industriais.

Para entrar em vigor o tratado precisa ser ratificado por 50 países, o que, segundo os organizadores da conferência, pode levar de três a quatro anos.

A importância dessa convenção

Uma exposição excessiva ao mercúrio, como já foi denunciado em uma serie de reportagens realizadas pelo Perú, danifica o sistema imunológico e pode acarretar transtornos psicológicos e digestivos, a queda de dentes e problemas cardiovasculares ou respiratórios.
A convenção prevê, sobretudo, que em 2020 os produtos que usam mercúrio, como os termômetros, tenham desaparecido e no prazo de 15 anos deixe de ser usado na mineração.
Mas grupos ambientalistas temem que a Convenção não consiga deter o uso de mercúrio nas pequenas minas de ouro artesanais.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), nos últimos 100 anos dobrou a quantidade de mercúrio nos 100 primeiros metros de profundidade dos oceanos, procedente de emissões relacionadas com a atividade humana.

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