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EDITORIAL – Radar, se não correr não paga!

In Uncategorized por Eva LartigueDeixe um comentário

A notícia de que os radares de velocidade estão sendo reinstalados na cidade de Búzios correu como pólvora esta semana, depois que o Perú publicou uma nota na edição passada. O debate já toma conta das rodas de amigos e mesas de bares. A maioria condena a volta do radar. Mas será que o controle de velocidade dentro de via urbana é realmente uma má notícia?
O principal argumento contra o afamado radar é que seria apenas uma indústria de multas para encher o bolso de alguma empresa amiga e que ninguém sabe para onde vai este dinheiro. O raciocínio é correto. É preciso mais transparência nos contratos que a Prefeitura faz com empresas terceirizadas. A população tem o direito de saber exatamente o quanto este sistema arrecada e para onde vai o investimento.
Porém, este argumento não pode ser usado como bandeira contra os radares. Eles têm outro objetivo mais nobre: a segurança da população! Os radares inibem o abuso de motoristas e motociclistas que acham que asfalto é sinônimo de corrida. Ora, se todos respeitarem o limite de velocidade, a empresa do radar não ganha nada! O raciocínio é óbvio!
Em 2013 houve 12 mortes no trânsito de Búzios, um índice alto para uma cidade de 25 mil habitantes. E os números vêm aumento, superando a média dos últimos 10 anos, que foi de 04 óbitos por ano.
Vemos, cotidianamente, atropelamentos de pedestres e ciclistas e acidentes de motociclistas em nosso município. É preciso frear este trânsito mortal de alguma forma.
Enquanto não tivermos uma reestruturação das vias urbanas que as torne mais humana, como ficou determinado no Plano de Mobilidade Urbana, os radares talvez sejam a solução mais apropriada para diminuir a perda de vidas humanas!

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