INÍCIO Região dos Lagos

Região dos Lagos

Agora é na Allora

Agora é na Allora
Aos poucos Cabo Frio vai mudando sua cultura gastronômica. A cidade sempre teve uma  grande quantidade de restaurantes, mas os cardápios eram  quase sempre os mesmos. Nos últimos anos, a culinária cabofriense foi escrita à base de Picanha na Chapa e Moquecas de peixes e frutos do mar. Alguns restaurantes portugueses saiam um pouco dessa dicotomia, mas o sucesso mesmo era carne e pescados. 

Com a mudança social e econômica da cidade - principalmente com a construção do Aeroporto - aos poucos a cidade foi ganhado novos comércios. A hotelaria mudou, os investimentos imobiliários se modernizaram e os serviços acompanharam a tendência. Lojas, bares e restaurantes de luxo começaram a surgir na cidade. Hoje, já é possível comer em Cabo Frio tão bem como se come, por exemplo, em Búzios, cidade que há anos tem uma excelente estrutura gastronômica. 

Um dos destaques na atual gastronomia cabofriense é a Pizzaria Allora Expressa, que fica na Avenida do Contorno, no tradicional bairro da Passagem. A Allora (então, em italiano) surgiu depois de uma viagem de dois meses dos sócios pela Europa. O casal  Carmem  Fagundes e Rogério Alvarenga morava em Brasília e queria mudar de vida. Ela era servidora pública e o marido,  professor de tecnologia, doutor em Inteligência Artificial.  

-Viajamos por dois meses sem roteiro. Foi uma aventura  de mochileiro mesmo. Conhecemos muitos lugarejos. Vários restaurantes. Dai foi surgindo a idéia de abrir uma pizzaria. Mas não queríamos fazer uma coisa igual a todos. Escolhi a palavra Allora (então) porque os italianos a falam a cada dois segundo e é bastante sonoro. Pena que alguns confundem com  Alloha, mas sempre lembro que o Havaí não faz pizzas. Como a gente frequentava Cabo Frio há muitos anos, quando  resolvemos mudar de vida, escolhemos a cidade. Cabo Frio ainda carece de uma maior diversidade gastronômica e o bairro da Passagem está se transformando num pólo gastronômico e hoteleiro, por isso escolhemos investir e morar aqui,  revelou Carmem Fagundes.

A Allora Expressa não é apenas uma pizzaria. A casa tem alta gastronomia italiana que pode ser encontrada nos risotos, nas saladas e nas massas de grano duro e frescas- feitas na casa. A Allora só usa farinha especial(00), azeites de primeira qualidade, massas de semolina e queijos de excelência. Os funcionários da casa também são todos qualificados na culinária italiana. 

-Nossa casa é simples. É basicamente uma varanda onde cabem 60 pessoas. Estamos trabalhando muito bem na casa, mas agora vamos fortalecer o sistema de Delivery. Trabalhar com entrega em Cabo Frio é muito importante pois esse é um segmento forte na cidade. Só usamos produtos de qualidade em nossos pratos e os preços, dado a qualidade são bastante convidativos. Buscamos diariamente a excelência da nossa cozinha, continuou Carmem que vem a ser Irma de Octávio Fagundes, dono da boate Priviègele que vez por outra, leva todo seu staff para comer na Allora que abre de terça a domingo, das  18:00hs e fecha entre 11 e meia-noite.
 

Ele é o cara!

Ele é o cara!
Dezesseis anos depois de o povo de Búzios ir as urnas  pedir a separação político administrativa de Cabo Frio, esse mesmo povo  volta às ruas para pedir que um político de Cabo Frio retome as rédeas de nossa cidade. Alair Corrêa, o ex-prefeito que transformou Cabo Frio é o sonho de consumo  de muito eleitor buziano que já não suporta mais os desmandos em série dos administradores nascidos na cidade. Para Alair, esse desejo coletivo é causado em parte, pela lembrança que os buzianos têm de suas realizações, mas principalmente, pela incompetência e incapacidade dos administradores  públicos de Búzios. 

“Se os prefeitos de Búzios tivessem feito metade do que fiz, certamente os buzianos não estariam sonhando comigo. Lamentavelmente não posso realizar o sonho dos buzianos. O povo de Cabo Frio me aguarda com ansiedade”, revelou Alair. 

Dizem que o ex-prefeito de Cabo Frio é pule de dez na próxima eleição. Alair é talvez um dos poucos políticos da nossa região que teve a capacidade de se reinventar. Na primeira experiência administrativa entre  1983 e 1988( naquela época o mandato de prefeito era de seis anos) Alair foi um político medíocre. A falta de experiência política e o baixo orçamento da cidade também não ajudavam. Mas ele voltou em 1997 com uma nova visão administrativa. Transformou Cabo Frio na cidade mais limpa e organizada do Brasil. Se reelegeu em 2001 com a cidade nos trilhos,  entregou o cargo ao seu vice Marquinho Mendes e se elegeu deputado estadual. 

Alair sempre esteve ligado politicamente à Búzios. Enquanto o também ex-prefeito de Cabo Frio José Bonifácio era contra nossa emancipação (a ponto de construir uma prefeitura nova (o Centrinho, onde hoje funciona a Escola Técnica) quase nos limites com Búzios), Alair sempre foi a favor. E por um motivo obvio: “não cabe aos políticos ir contra a vontade popular,” vaticinou o ex-prefeito de Cabo Frio. A edição Nº 311 de abril de 1995 trouxe uma entrevista exclusiva com Alair defendendo nossa separação. 

Cinco anos atrás, Alair Corrêa resolveu voltar a investir politicamente em Búzios. Como havia se transformado num líder regional, enviou para nossa cidade seu genro, Toninho Corrêa, mais conhecido como Toninho de Alair. Nessa época, Toninho Branco era prefeito de Búzios e o ex-prefeito Mirinho Braga ostentava uma rejeição de quase 70%, mais ou menos como hoje. 

- Alugamos uma casa em Manguinhos na família Tardelli.  O Toninho Corrêa transferiu seu título de eleitor  e depois de muito trabalho, chegou a ter 36% nas pesquisas, contra  28% do Mirinho. Mirinho me chamou e ofereceu o cargo de vice para meu genro. Chamei meu genro e o convenci à desistir de concorrer ao cargo de prefeito. Mesmo depois de três anos de investimentos. Aos poucos, a situação eleitoral  mudou  e Mirinho me chamou para conversar. Disse que não seria bom ter um vice de Cabo Frio, visto que a cidade de Búzios havia sido emancipada há pouco tempo e informou que Alexandre Martins seria seu vice. Mais uma vez convenci Toninho e ficamos fora da disputa. Mirinho me disse que o governo dele seria nosso também. Que teríamos secretarias. Coisa  que nunca almejei. Queria sim, apoio eleitoral nas eleições para deputado só isso. Mirinho ganhou e  me esqueceu. Parece que nunca teve acordo político comigo. Hoje estou contra Mirinho em Búzios. Não porque ele não me deu cargos em seu governo e sim, porque se mostrou ser um péssimo prefeito.

Eu queria, mas não posso

O desejo de ter Alair Corrêa como prefeito por parte o povo buziano é justificável. Depois de eleger por 16 anos políticos nativos para cuidar da cidade, viu que ser de Búzios não é condição  sine qua non, para uma boa administração. Na verdade, estamos hoje, em situação bem pior da época em que éramos comandados pelos cabofrienses. 

Alair sabe que Búzios é importante para a região. Sabe que se nossa cidade afundar, prejudicará turisticamente toda a Região dos Lagos. Por isso resolveu não apoiar a reeleição de Mirinho neste momento.

-Tenho muita responsabilidade com o povo buziano. O amor que sempre recebi do povo da cidade me obriga a ter esse carinho com Búzios. Ser prefeito de Búzios seria uma honra para mim. Para qualquer político. Mas ao que parece, essa honra não estimula os políticos de Búzios. Basta ver a atual situação da cidade. Do  ponto de vista administrativo, Mirinho é o grande desastre  político da região. Búzios recebe uma fortuna por ano. E agora vai receber cotas trimestrais de royalties, o que vai aumentar ainda mais a arrecadação da cidade. Poucas cidades têm essa receita. Acho que Mirinho não vai informar essa novidade para o povo da cidade. Para piorar, vejo candidatos que nada têm a ver com a história da cidade querendo o voto do povo de Búzios. Meu candidato em Búzios é o Evandro, que tem história na cidade. 

Essa receita extra, a trimestralidade dos royalties de petróleo é um notícia para lá de alvissareira para a cidade. Segundo Alair, Búzios vai receber cerca de 30 milhões a mais  em 2012. Isso é muito dinheiro para uma cidade com apenas 30 mil moradores. Pena que toda essa grana vá sumir no ralo da incompetência administrativa.

-Uma pena assistir a tudo isso. Búzios nada em dinheiro.  E agora, vai ter mais ainda. Sei que é possível fazer um grande trabalho em Búzios. Coisa que Mirinho nunca fez. Por isso não vejo razão para o povo de Búzios mantê-lo no cargo.  De fato fiz um grande trabalho em Búzios, mas o povo buziano só lembra de mim, só pede Alair, por culpa dos administradores buzianos. A emancipação de Búzios não aconteceu de fato, pois os administradores  não estão devolvendo à população, a riqueza que Búzios têm. Mirinho não devolve ao povo de Búzios a fortuna que entra nos cofres do município todos os meses.

Não deixa de ter razão Alair. Búzios não se emancipou. Algumas pessoas da cidade sim, se emanciparam economicamente. Ficaram ricos as custas da cidade. Para se ter uma idéia, Búzios sozinha, tem mais receita que as cidades de Iguaba, São Pedro e Arraial do Cabo juntas. Agora caro leitor, visite as cidades citadas e vejam com seus olhos se estão piores, ou melhores que Búzios...

- A política exige muito do homem público. Temos a obrigação de acompanhar a modernidade. De estudar o momento econômico, ecológico e social. É verdade que me reinventei como político. Mudei. Evoluí. Me modernizei e quem ganhou com isso foi o povo da minha cidade. A cidade de Cabo Frio ganhou um político moderno  que transformou a cidade. É preciso responsabilidade. Quando se pede ao povo um voto de confiança, é preciso devolver essa confiança. Minha aceitação entre os eleitores da Região dos Lagos se dá por um motivo simples: sempre soube respeitar a confiança em mim depositada. Infelizmente, nem todo político têm essa visão e essa determinação.

Se fosse  prefeito de Búzios, Alair diz que daria de imediato, um choque de ordem na cidade. Faria uma intervenção na estrutura da cidade. Limparia as ruas, reconstruiria ruas e estradas. Daria uma imagem de modernidade à Búzios. Lustraria a cidade. Segundo ele feito isto, o resto seria muito mais fácil pois com a cidade bonita, teria um povo orgulhoso e determinado e mudar e a evoluir. Para Alair, uma cidade organizada é fácil de administrar. Em contradição, um município desorganizado como o nosso, qualquer prefeito terá vida difícil. 

Mas Alair não é nativo de Búzios e reza a lenda que apenas um político que nasceu na cidade pode ser o prefeito. Alair pensa que não.

- Búzios teve grandes nomes, pessoas que não nasceram na cidade e que fizeram muito pelo município. Como Octavinho, Bento Ribeiro Dantas  e Umberto Modiano, apenas para citar alguns nomes.  Hoje, de cada dez moradores, apenas três nasceram na cidade. Não tenho preconceito contra nomes. Mas tenho receio em relação a história. Não acredito que Chiquinho da Educação, por exemplo, que foi prefeito de Araruama, seja o nome certo para Búzios. Ele administrou uma cidade totalmente diferente. Um povo diferente.Fez um bom governo, mas administrou outra realidade. Não tenho nada contra quem é de fora para administrar uma cidade. Isso não deve servir de bandeira. Eu trouxe Octavinho para fazer projetos em Cabo Frio. Chiquinho não é o governante que Búzios precisa. Talvez não exista no mercado o prefeito ideal para Búzios. O administrador de Búzios têm que se reciclar a cada momento. Para mim, se Mirinho não deve continuar, Chiquinho não deve entrar. Esse é meu ponto de vista.

Última atualização ( Sex, 16 de Março de 2012 16:53 )

Saúde de Cabo Frio inaugura serviço de acupuntura

Mais uma vez a saúde cabofriense sai na frente e inova nos serviços oferecidos aos moradores da cidade. Assim como na implantação do cartão único de saúde – caracterizando Cabo Frio como o primeiro município da região a realizar esta proposta – e a aquisição de novos aparelhos, entre outros, desta vez a novidade fica por conta do serviço de acupuntura. Fisioterapeutas, dentistas, psicólogos, médicos, entre outros, aumentam a cada dia o número de profissionais que aliam a técnica da medicina tradicional chinesa (MTC) ao tratamento convencional.

Em Cabo Frio, os atendimentos são realizados no PAM de São Cristóvão às terças, quartas e quintas-feiras, das 9h às 17h. O serviço é coordenado pelo professor Dr. Adriano Janã Rosa, que também é Coordenador do Serviço de Acupuntura e da Pós-Graduação da Associação Pestalozzi, em Niterói (RJ). Integra a equipe do município o professor Dr. André Janã Rosa, também da Associação Pestalozzi.

- A proposta é melhorar a qualidade de vida da população de Cabo Frio usando a técnica da acupuntura para promover equilíbrio e diminuição de dores – explicou Adriano.

De acordo com o coordenador, a marcação de horários pode ser feita diretamente no ambulatório de acupuntura, com os responsáveis pelo setor.

- Os pacientes serão atendidos através de encaminhamento médico e o cadastramento feito aqui mesmo no ambulatório – orientou André, acrescentando que antes de iniciar o tratamento o paciente passa por uma avaliação com os acupunturistas.

Desde o início da década de 70, a eficácia da acupuntura vem sendo objeto de estudos em todo o mundo, sendo inclusive tema de tese de doutorado na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Atualmente, a técnica vem ganhando força no sistema público de saúde.

Semana Teixeira e Sousa: Praça Porto Rocha receberá Feira do Livro

A 22ª edição da Semana Teixeira e Sousa será realizada de 21 a 28 de março em comemoração ao bicentenário do escritor cabofriense e primeiro romancista brasileiro. Várias atividades estão sendo programadas pela Secretaria de Cultura de Cabo Frio em diferentes pontos culturais. Mas, como acontece em diversas manifestações populares, a praça não poderia ficar de fora do evento e, em função disso, a Porto Rocha receberá uma Feira do Livro que terá início já no primeiro dia de março.

Montada até 30 de março, a Feira do Livro contará com 12 boxes com publicações a preços convidativos – alguns livros podem custar apenas R$2 –, de diversos autores e editoras, congregadas pela Associação Brasileira do Livro (ABL). Em meio a todos esses escritores, os autores da Região dos Lagos terão espaço especial, com uma das tendas dedicadas às publicações locais. A Feira funcionará diariamente das 9h às 21h e será a primeira manifestação das comemorações da Semana Teixeira e Sousa em 2012.

De acordo com o Secretário Municipal de Cultura, José Correia, livrarias locais interessadas em participar da Feira do Livro devem entrar em contato direto com a ABL. O convite à Associação Brasileira do Livro para a organização da Feira foi feito pela Secretaria de Cultura de Cabo Frio e foi prontamente aceito. Para o sucesso do evento, entretanto, foi solicitado à ABL que os preços dos livros sejam acessíveis ao público e que o valor cobrado pelo aluguel dos boxes também seja facilitado para as livrarias locais que comercializarão suas publicações.

As livrarias interessadas em participar da Feira do Livro deverão entrar em contato através dos telefones (21) 9947-8740, do presidente da ABL, Adenilson Cabral, ou (21) 9819-5889, do coordenador César.

Já os escritores da Região interessados em expor os seus trabalhos deverão se dirigir à Biblioteca Municipal Professor Walter Nogueira, nos dias 27 e 28 de fevereiro, segunda e terça-feira próximas, das 8h às 18h, para realizar a inscrição. Os autores também devem levar edições de livros que serão expostos e comercializados. A participação para os escritores locais é gratuita. A Biblioteca funciona à Praça D. Pedro II, nº 47, Centro. Os telefones para contato são (22) 2646-5830 ou 2647-7440.

O português de Cabo Frio

O português de Cabo Frio
O português José Antonio Ribeiro Dias (Zé  do Galeto) veio morar no Brasil em 1951. Na ocasião, era um jovem estudante. Foi um tio seu, irmão do seu pai, que a cada dois anos ia à Portugal, quem primeiro lhe falou sobre o Brasil. Como vivia grudado no tio, um dia recebeu o convite para mudar de continente e aceitou. Uma decisão sem grandes preocupações, afinal, tinha entre 14 e 15 anos. Durante um jantar, seu tio perguntou ao seu pai se ele não deixaria o filho viajar para o Brasil. País de terras boas a prósperas, ainda segundo o tio. 

“Se ele quiser ir, vai”, declarou ‘seu’ Venâncio sem nem ao menos levantar as sobrancelhas. José Antonio era apaixonado por avião e não queria ficar parado apenas numa cidade. Seu sonho era ser aviador. Cinco meses depois do convite do tio, chegou uma carta  de chamada para José Antonio viajar para o Brasil como imigrante. Estava tudo resolvido. Todos os documentos assinados. Seu pai perguntou: Zeca (Assim Zé é conhecido em Portugal) você quer ir mesmo? Ele disse que sim e seu pai providenciou a viagem.

-Meu pai era um bom comerciante. Ele tinha  uma mercearia e uma representação de bebidas. Tínhamos uma boa estrutura financeira. Eu não tinha necessidade de vir para o Brasil. Mas foi bom eu ter vindo. Deu tudo certo. Meu pai fez tudo para que eu voltasse, mas me adaptei bem ao Brasil. Fiquei três anos no Rio de Janeiro. Trabalhava num restaurante. Comecei a vida no Brasil descascando batatas. Em 1955 vim morar em Cabo Frio para trabalhar no Hotel Colonial como garçom, onde fiquei 14 anos, lembra Zé do Galeto.

Zé então comprou sua primeira casa em Cabo Frio e decidiu virar patrão. Abriu então um bar onde trabalhou por 20 anos. Depois abriu o Restaurante Junior, na Praça Porto Rocha que ficou conhecido como a Boca Maldita, pois era lá que os políticos da cidade se encontravam e destilavam seus boatos. Em seguida montou o restaurante do Zé da Picanha, em parceria com seu amigo José Martins. Em seguida abriu o Galeto do Zé, no Canal do Itajuru, onde está até hoje. 

Zé sempre gostou de Búzios. Tinha um compadre que morava em Manguinhos e sempre que tinha folga, vinha para nossa cidade que não passava de uma aldeia de pescadores. 

-Tinha um amigo em Búzios, o Israel, que era também conhecido como Pacato. Ele tinha um bar e era amigo do Octavinho, que também era meu amigo. O Pacato vendia muito fiado. O Bar dele acabou por causa dos penduras.Eu sou padrinho de Pedro, filho de Pacato.

Navegar é preciso

José Antonio Ribeiro Dias, ou melhor, Zé do Galeto, é natural da cidade de Lordelo (o município está localizado entre a cidades do Porto e Penafiel) e fica numa das maiores zonas produtoras de móveis de Portugal. Quando veio morar no Brasil, Portugal era o país mais pobre da Europa e o Brasil, um celeiro de esperança para os portugueses.

- Os portugueses sempre gostaram de viajar. Descobrimos o novo mundo e não paramos de viajar. Chegamos as Américas, Ásia, África e Oceania.Hoje você encontra portugueses em todas as cidades do mundo, mas fica na cidade do Rio de Janeiro  a maior colônia portuguesa fora de Portugal. Os donos de padarias, botequins  e restaurantes do Rio de Janeiro são quase todos lusitanos.  Aqui em Cabo Frio também somos fortes. Prova disso é que a Festa Portuguesas cresce a cada ano. Acho que a Festa Portuguesa, apesar de seu sucesso é pouco.Temos que ter mais eventos lusitanos na cidade. Na festa do ano passado fizemos um bacalhau para variar, apesar de minha casa ser especialista em galetos. Mas também temos peixes, frutos do mar e picanhas. 

A cada dois anos, Zé viajava com sua esposa para Portugal. Infelizmente seu pai faleceu recentemente e as viagens rarearam. Zé tem 4 filhos (duas mulheres e dois homens) e sete netos. Uma das netas é médica, outra é bailarina e atua numa das melhores companhias de dança de São Paulo apesar de ser bailarina concursada do Teatro Municipal de Niterói, onde ficou com o primeiro lugar. No momento, está licenciada sem proventos. 

Quanto as piadas com os portugueses, Zé não liga.Lembra que é uma brincadeira normal, que surgiu porque os portugueses que vinham para o Brasil as vezes eram do interior e com pouca alfabetização. A mesma piada de português cai bem num argentino ou num espanhol.

Última atualização ( Sex, 24 de Fevereiro de 2012 12:58 )

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