Ministra do Meio Ambiente virá à Búzios debater sobre saneamento

In Búzios, Especial Minamata, Japão, Mundo, Turismo por Eva LartigueDeixe um comentário

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A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que virá à Búzios no mês de janeiro e se disponibilizou à participar de um debate sobre a questão do esgotamento sanitário do município. A notícia foi dada em primeira mão ao O Perú Molhado, que participou do convênio internacional de Minamata sobre os males do Mercúrio, que acabou de ser assinado no Japão.

Em entrevista ao Perú, a ministra falou sobre a importância do convênio para o meio ambiente mundial e para a saúde pública, e aproveitou para falar sobre Búzios, royalties do petróleo e uso energias alternativas.

Sobre o problema crônico do esgotamento sanitário, a ministra Izabella Teixeira disse que, já que a população local não está satisfeita com os serviços prestados pela concessionária, tem que se mobilizar e buscar uma medida legal para pedir a revisão deste contrato. Para ela, é inaceitável que uma cidade como Búzios, que sofre uma forte pressão do turismo, ainda não tenha uma solução imediata para tal problema. “Búzios deveria ter recursos financeiros próprios para terminar o seu esgotamento sanitário. Estarei indo à cidade no próximo mês de janeiro e, desde já, me coloco à disposição para participarmos de um debate sobre a questão do saneamento básico”.

Já sobre a falta de grandes incentivos do governo brasileiro na produção e utilização de energias alternativas e renováveis, a ministra disse que nos últimos anos já houve um avanço no pais, mas admite que ainda não deram muitos resultados práticos. Ela lembrou que o Brasil tem uma matriz energética muito diversificada e que o governo tenta explorá-las da melhor forma possível.

Como exemplo, citou os recentes leilões que o governo federal promoveu para a produção de energia eólica, e que permitiu uma diminuição nos custos desta fonte de energia e tornou o Brasil o principal pais produtor de pás dos moinhos de vento, com 50% da produção mundial. Hoje, o País conta com 140 usinas instaladas, o que representa uma capacidade de produção de 3.399 MW e deixa de emitir cerca de 2.923.572 toneladas/anos de CO2 na atmosfera.

Porém, a energia solar ainda não conseguiu baixar os custos de produção do MW o suficiente para atrair o consumidor. A ministra diz que o governo já criou alguns incentivos, com a permissão do uso de energia solar no programa Minha Casa, Minha Vida, mas isto ainda não foi suficiente para diminuir os custos. “Temos que buscar outros estímulos e outras tecnologias para poder baratear a produção”.

O mesmo está acontecendo com a questão da utilização de outras fontes energéticas para os veículos. Mesmo dando algum incentivo financeiro na produção de veículos movidos à energia elétrica, o custo final ainda não se mostrou competitivo. A ministra diz que o BNDS e o ministério da Minas e Energia estão trabalhando em projetos para diminuir este custo, mas que não se pode esquecer dos Bio-combustíveis, em que o Brasil é exemplo. “Não podemos esquecer também de apoiar os bio-combustíveis como o etanol, que revolucionou o mercado automobilístico brasileiro, e que precisa continuar sendo incentivado. Nos acreditamos sempre em apoiar as fontes alternativas de energia”.

Questionada sobre se o fato dos royalties do petróleo terem sido redistribuídos entre Educação e Saúde (75% e 25%) não prejudicaria o Meio Ambiente, a ministra disse que não. Lembrou que a pasta do meio ambiente nunca recebeu parte dos royalties, mas sim do fundo de Participação Especial. E a nova lei 9.478 não alterou muito isto. A pasta continua recebendo verbas finda do novo Fundo de Participação Social e não mudou nada no orçamento.

Ministra é eleita secretária do convênio

A ministra do Meio ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, foi eleita uma das secretárias do Convênio Mundial para a erradicação do mercúrio. A convenção, que terminou nesta semana, em Minamata no Japão, foi considerada pela ministra como um grande passo na luta para acabar com a poluição produzida pelo uso deste metal pesado. O convênio foi assinado por 92 países que se comprometeram em adotar medidas para reduzir o nível mundial das emissões do mercúrio, até 2025, que é altamente poluente e danoso à saúde pública. Agora, o convênio precisa ser ratificado por 50 chefes de Estado para entrar em vigor.

Segundo dados da ONU, estudos mostram que nos últimos 100 anos, o nível de mercúrio presente nos primeiros 100 metros de profundidade dos oceanos cresceu 25%. Isto se torna alarmante segundo a entidade.

A ministra conta que desde os anos 80, o ministério do Meio Ambiente vêm lutando para restringir e erradicar o uso de mercúrio e, apesar de termos algumas leis restringentes, o uso do metal ainda é muito usado no Brasil. Com a convenção, a ministra acredita que agora ficará mais fácil propor caminhos alternativos para a substituição gradual do mercúrio por outros componentes menos danosos. “Esta é a bandeira pela qual o ministério do Meio Ambiente está lutando”.

Para terminar a entrevista, a ministra elogiou a presença de O Perú Molhado na convenção, dizendo que é importante a impressa participar desta luta para tornar o nosso meio ambiente mais saudável e convidou o Perú a estar presente no próximo encontro mundial da Conferência sobre o Clima, que acontecerá na Polônia, no mês de Novembro. “Vocês são o máximo, adorei vê-los aqui e agora vamos lá na Polônia para tratar do nosso clima”.

O Perú, desde já, abraça essa causa e está ansioso para ver se vai rolar o clima!

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