O FUTURO DO AGENTE DE VIAGENS

In Búzios, Noticia_pequeno, Noticia_secundario por Eva LartigueDeixe um comentário

Sou do tempo em que repassar o over das companhias aéreas para o cliente era crime, que os fan tours era funtours, pois a gente curtia em grande estilo as viagens e muitas vezes esquecíamos de quem havia nos convidado, enfim no tempo em que valia a pena ser agente de viagens. Este profissional que foi – e continua sendo, a mola propulsora do turismo e principal divulgador dos destinos turísticos, sempre foi visto como um mero intermediário.

Hoje na redação me fizeram a seguinte pergunta: com a internet , qual será o destino dos agentes de viagens?
Para muitos – na sua maioria leigos, será o mesmo dos datilógrafos, dos emissores de passagem . dos operadores de telex e de muitas outras atividades há muito ultrapassadas.
Eu, penso diferente.

A atividade já está passando, e é apenas o começo, por profundas transformações. Com certeza aquele modelo tradicional de agencia com promotores, grandes escritórios e paginas inteiras nos jornais, já era. A tecnologia que foi desenvolvida a partir da popularização da internet, a competitividade e a guerra de tarifas, produziu uma grande mudança na compra de produtos turísticos. O modelo do agente de viagens vendedor de passagens e pacotes, voltará aos seus primórdios, atuando o agente como um consultor de viagens. Tudo de forma econômica e em muitos casos via home Office.

Claro que vários outros modelos de agencias irão permanecer. Os receptivos, as operadoras, os consolidadores e muitos outros segmentos dentro da categoria.

Além da internet, houve também uma invasão de outras empresas em negócios antes exclusivos de agencias de turismo, como por exemplo as viagens de incentivo, que hoje são operadas quase que na sua totalidade pela empresa de publicidade que detém o controle de suas incentive houses.

Enfim, o futuro não é dos mais promissores, mas nossa categoria vai resistir, por que antes de tudo o agente ama o turismo mais que qualquer outro profissional desta área.
Já dizia o saudoso Carlo Gherardi (ex presidente da ABAV): Agente de viagem não é profissão, é vício.

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