O Píer na Rasa pode ser uma solução

In Búzios, Política, Turismo por Eva LartigueDeixe um comentário

O transporte aquático ainda não foi explorado a altura

Andrelino, o eterno pescador e liderança da Rasa, aponta o local onde poderia ser o novo pier

Andrelino, o eterno pescador e liderança da Rasa, aponta o local onde poderia ser o novo pier

Após apresentação do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) na 2ª Audiência Pública alguns questionamentos ficaram no ar e se propagaram pelas redes sociais. Um, em especial, de grande importância: o valor pago na pesquisa, especulado em torno de R$ 3 milhões. A critica feita por ambientalistas e formadores de opinião da cidade está no fato de que soluções para solução do problema de mobilidade foram apresentadas – na maioria tópicos que já estão presentes no Plano Diretor e no plano de mobilidade urbana do município -este último publicado em 2011, e no entanto não se apresenta quais meios e de que forma serão realizadas.

O ponto positivo apresentado pela Agenda 21 da cidade é o fato de ter sido considerado o transporte marítimo como uma das ações que podem resultar na diminuição de carros no veiculo, a exemplo do que já acontece na Bahia e mais recentemente no Rio Grande do Sul, que estão fazendo uso de super catamarãs.

Ambientalistas e moradores da Rasa apontam um local na proximidades onde foi embargado o condomínio Gran Reserva. O Sr. Andrelino, morador e pescador antigo da comunidade aponta como solução a construção de uma píer em L, devido a força dos ventos no local.

Tayrone Floresta, a frente da ONG Agenda 21 explica que já existem estudos que mostram a viabilidade do projeto.
“Além da construção desse píer- que é claro que necessitará de um grande investimento, mas só no estudo da FGV foram gastos 3 milhões, então acredito que seja possível. Além disso espaço que já foi degradado para construção do condomínio poderia – sendo o proprietário indenizado, ser construído um grande estacionamento de entrada com passagens a pé por cima da vegetação. É possível e necessário, haverá uma grande geração de empregos, a abertura de novos atrativos turísticos e os carros seriam deixados fora da península.”, explicou Tayrone.

Voltando ao exemplo do Rio Grande do Sul, na travessia do Rio Guaíba, impressiona o conforto, a estabilidade e velocidade do barco que em vinte minutos deixa o Cais do Porto no centro de Porto Alegre e chega a cidade de Guaíba. Após a construção da ponte esse meio de transporte havia sido abandonado e agora retorna como uma alternativa barata, rápida e segura.

Apontar que o transporte náutico é uma das medidas que podem ser tomadas para a resolução do congestionamento do município sem apresentar, através de um trabalho de campo, maneiras de que isso seja realizado faz com que R$ 3 milhões seja muito para tão pouco.

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