O que aconteceu com Ruy Borba na última terça?

In Búzios, Slider por Eva LartigueDeixe um comentário

O Perú entrevistou o atual delegado da 127ª DP (Búzios), Dr. Marcelo Cunha Vieira. O delegado de 37 anos, que já atuou como adjunto na 58ª Delegacia Legal de Queimados, no município de Nova Iguaçu, (Baixada Fluminense), assumiu a titularidade da delegacia da Ferradura no lugar de Mario Lamblet e há seis meses é a principal autoridade policial de nossa cidade. Fomos recebidos pela manhã em sua sala e conversamos um pouco sobre segurança pública em Búzios, tráfico de drogas, novas ações para os municípios e o fato mais recente relacionado ao “Caso Ruy Borba” que esteve na última terça-feira (13) prestando depoimento na delegacia.


Como o senhor começou sua carreira na Polícia Civil?

Eu venho de uma organização militar. Servi durante seis anos e depois disso ingressei na Polícia Civil em 2002 como inspetor. Fiquei nessa função na Região Serrana até 2006, quando prestei concurso para delegado de polícia. Ingressei como delegado em 2008, exercendo minha função como delegado adjunto na Baixada Fluminense. Em Janeiro de 2013, há seis meses, estou como delegado em Búzios. E estamos trabalhando para trazer uma melhoria na segurança da cidade.


Já conhecia Búzios antes de assumir á 126ªDP?

Conhecia Búzios de passagem, ainda assim muito pouco. Sinto-me muito bem aqui. Estou obtendo uma boa resposta por parte da sociedade.


Existe uma razão especial para qual um delegado é escolhido para assumir determinada delegacia?

Na verdade não. A Secretaria de Segurança trabalha com índices de criminalidade. Esses índices estando elevados em determinado patamar faz com que seja preciso provocar ações, tanto preventivas quanto efetivas, para tentar reduzir isso á índices aceitáveis. E essa missão é de toda autoridade policial que passar por aqui. Então ninguém é escolhido para determinada missão em uma cidade. O que eu tenho é um curso operacional, isso me ajuda. Mas fui eu que busquei ter essa especialização. Mas não é por isso que eu estou aqui, mesmo esse curso me ajudando a trabalhar melhor tanto na parte administrativa quanto na operacional.


Gostaríamos de fazer uma pergunta referente á um fato que ocorreu na última terça-feira (13) que foi a intimação dada ao Dr. Ruy Borba. O que exatamente ele veio fazer na delegacia?

Primeiramente é importante que se esclareça que o Dr. Ruy está cumprindo prisão preventiva por crime de “coação ao curso do processo e denunciação caluniosa”. Ele está preso justamente por isso. Está cumprindo essa pena em prisão domiciliar pelo Judiciário ter entendido, por razões que existem no processo, que deveria ser assim. No caso da última terça-feira ele foi chamado à delegacia para ser ouvido. Antes de ele ser preso foi publicada uma nota em uma coluna, assinada por ele no Jornal Primeira Hora, em que o Ministério Público entendeu a necessidade da abertura de um inquérito, que é uma instrução provisória, preparatória, destinada a reunir os elementos necessários (provas) à apuração da prática de uma infração penal e sua autoria.


E de que se trata exatamente o inquérito?

O Ministério Público pede a apuração no sentido se verificar se realmente existe por parte do acusado (Ruy Borba) uma ameaça ao prefeito, ao juiz e seus familiares nessa nota publicada no Jornal Primeira Hora. O inquérito é para apurar exatamente isso, se realmente há uma ameaça por parte dele ao prefeito e ao juiz, assim como á seus familiares.


O conteúdo da nota é suficiente para incrimina-lo por ameaças as duas autoridades municipais e seus familiares?

A investigação é justamente pra isso. Estamos reunindo material, ouvindo pessoas, para apurar mesmo se é como o Ministério Público entendeu na nota. Identificar quem efetivamente, se for constatado que realmente houve crime, o praticou.


O Jornal Primeira Hora pode responder pelo crime também?

O inquérito existe para reunir indícios de autoria e comprovar materialidade. Tudo isso é preciso ser visto, quem faz a publicação, quem aprova, se há algum juízo de conteúdo do que é divulgado.


Gostaríamos de perguntar uma coisa que achamos que deve ser uma dúvida que muitos cidadãos de Búzios certamente têm. O Dr. Ruy estando preso pode fazer uso das Redes Sociais como tem feito?

A liberdade de expressão e de se manifestar não pode ser tirada dele. O direito que está sendo tirado dele é o direito de ir e vir. Acredito que não tenha nenhuma proibição nesse sentido.


O inquérito pode ser arquivado?

Acontece sempre do mesmo jeito; Autoridade Policial – Ministério Público – Judiciário. Se após toda a apuração do caso a conduta não se adequar a nenhum tipo de crime o inquérito será arquivado. Se for constado que o acusado cometeu mesmo um crime se oferecerá uma ação penal. Até o momento ele veio à delegacia somente para ser ouvido. É isso.


Nota da Redação:
Na próxima edição continuaremos a entrevista com o delegado Dr. Marcelo Cunha Vieira que ainda falará sobre tráfico de drogas, Conselho Comunitário de Segurança e outros assuntos de interesse público.

Deixe um Comentário