O tamanho de cada um

In Búzios, Política, Segurança, Turismo por Eva LartigueDeixe um comentário

Ja_ nas calc_adas proximas as ruas do centro foi feita essa lambanc_a

Por Sandro Peixoto

Velho ditado diz que se desejas conhecer uma pessoa, dê-lhe poder e dinheiro. Basta um pouco de grana no bolso ou um cargo de destaque na sociedade, para que aquela pessoa a quem você achava que conhecia bem, mostrar sua verdadeira face. Essa máxima vale para o bem e para o mal. O médico neurologista alemão, Sigmund Freud, disse um dia que de perto ninguém é normal. Digo mais: é sob os holofotes que percebemos a verdadeira face de alguns. Quando a luz se faz, tudo se desanuvia.

Muita gente se idealiza acima de suas limitações. Acham que sabe fazer tudo. Que tudo é fácil. Que dá para aprender rápido. Que se fizer ‘mais ou menos’ resolve. Tudo lorota. Não sabemos fazer tudo, não temos conhecimento de todas as coisas, não dominamos todos os assuntos. Quando uma pessoa responsável recebe uma tarefa, procura executá-la da melhor maneira possível. Ou então, compreende seu tamanho perante a empreitada e não assume o compromisso.

Não é desonra para ninguém admitir suas limitações. Eu, por exemplo, já fui convidado algumas vezes para assumir cargos para os quais não me sentia à altura. Agradeci o convite e recusei a oferta. Assim agi para me preservar e para preservar quem depositou em mim sua confiança. Não aceitei por abnegação, desprendimento e por entender que responsabilidade é coisa séria. Assunto de gente grande.

Quando se trata de cargos públicos no entanto, muita gente boa e sem a estatura necessária, aceita assim mesmo de olho apenas no gordo salário e no poder. Dane-se a capacidade. As favas com o compromisso público. O que importa é a benesse, a boquinha, o cargo pelo cargo. Claro que essa regra não se aplica a todos. Mas cai como uma luva naqueles entes públicos com tendências eleitorais.Os que vivem de olho nas urnas. Tudo acima foi dito apenas para fundamentar uma constatação pessoal. E o que aqui defendo não é uma sentença, nem uma ofensa. Apenas uma constatação. Um ponto de vista.

Com todo o respeito, dado o tempo e os recursos utilizados, considerando-se que as obras são todas de pequeno porte e sem impactos ambientais ou sociais, digo sem medo de errar que o atual secretário de Obras de Búzios, meu amigo Genilson Drummond, não tem a menor capacidade de ocupar o cargo que lhe foi dado pelo prefeito André – a pedido do Deputado Paulo Melo. Nem para um dia assumir a prefeitura da cidade, algo que o mesmo almeja desde que entrou na política. E quem diz isso não sou eu e sim os fatos. Ou a falta deles. Genilson não consegue acabar a reforma que começou nas calçadas de algumas ruas do centro da cidade. Se não tem coordenação para trocar pedras velhas por cimento liso, obvio que não tem altura para cuidar da saúde, da educação e da segurança de 30 mil pessoas.

A Secretaria de Obras tem diversos projetos iniciados, parados e inacabados. Nem o secretário de obras sabe quantas obras estão prontas e quantas estão inacabadas. São obras por toda a cidade como a Praça da Ferradura, a reforma da Escola José Bento Ribeiro demorou mais que o necessário e atrapalhou à volta as aulas. Na Escola Antônio Alípio, as crianças estão estudando entre tapumes. Neste momento a prefeitura de Búzios tem obras em vários bairros. Em menos de dois anos foram mais de 30 obras em Escolas, Praças, ruas, reforma do cemitério, prédios públicos, etc. O governo não andou mais por falta de capacidade da Secretaria de Obras.

A incapacidade de realizar obras motivada pela falta de dinâmica do secretário de Obras não gera prejuízo eleitoral apenas para o próprio. Cai diretamente no colo do prefeito. Aos olhos da população, a culpa é do Dr. André que escolheu alguém sem a devida capacidade para cuidar de tão importante secretaria. O prefeito tem sim, sua parcela de responsabilidade, mas mais irresponsável é quem aceita um cargo sem ter a menor aptidão para o mesmo. Um pouco de auto-crítica não faz mal a ninguém. Dezoito meses depois de empossado, Genilson ainda não mostrou ao que veio. Bem que poderia admitir que sua inoperância atrapalha o governo ao qual pertence. Por respeito ao prefeito e a sociedade buziana, o secretário de Obras deveria pedir demissão. O problema é ninguém querer largar o osso.

Genilson não é o único no atual governo a destoar da expectativa criada com a eleição do Dr. André. Escolhi falar dele, pois como amigo tenho a obrigação de falar o que penso sem rodeios.

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