Octávio Martins na BNTM

In BNTM 2014, Brasil, Búzios, Turismo por Eva LartigueDeixe um comentário

DSC05481Empresário marca presença na feira de turismo realizada em Pernambuco

Presidente do Conselho do Convention Bureau, proprietário do grupo de hotéis La Plage e da agência Convencional Receptivo, Octávio Martins, marcou presença mais uma vez na BNTM, feira de turismo realizada no último final de semana em Pernambuco. Octávio ressaltou a importância das feiras no papel de divulgação mesmo em tempos que a informação sobre destinos turísticos e novidades do segmento estão mais acessíveis ao público alvo. Comenta que é necessário melhorar a infraestrutura de Búzios para que o balneário seja capaz de concorrer diretamente com os grandes polos turísticos atuais. Octávio Martins foi muito elogiado pelo organizador do evento, Roberto Pereira, afirmando que Octávio é um partícipe desde o início da BNTM e é uma figura referencial do turismo brasileiro e internacional, além de ser um crítico construtivo. O empresário conversou com Marcelo Lartigue sobre a feira e sobre Búzios.

Já estive com você outras vezes e me lembro que você falava dessa forma de fazer eventos, da importância de fazer as feiras para o comércio.
Não tem a mesma importância até mesmo pela facilidade de informação. Existem outras maneiras de se obter informações sem as feiras, mas as feiras de turismo em forma de exposição, assim como todas as outras atividades, vem se modificando e precisando cada vez mais se modificar.

Foi você que inventou as mesas de capacitação?
São mesas de capacitação do profissional, nós fazíamos uma mesa redonda com sete ou oito agentes e um expositor apresentando seu produto de forma a se moldar, muito mais ágil, ativo, mais comercial.

E essa feira de Recife?
Ela não é nesse formato, é no formato de agendamento individual, entre expositor, no caso o receptivo, o hotel e o operador ou agente de viagem. É por horário, cerca de 30 min por entrevista, mas é uma feira importante de cunho comercial. Esse ano fizeram um dia de exposição institucional e outro dia de agendamento onde o viés comercial é absoluto, ali você apresenta seu produto e dá capacitação a quem precisa de informação.

O que você achou do evento?
Achei muito bom, muito bem organizado, desde o cerimonial quando apresentaram a cultura local, o lugar onde apresentaram, foi fantástico! A escolha do lugar foi sensacional, despertou a curiosidade. O movimento comercial foi muito bom, trouxeram operadores da Rússia, da Hungria, da Polônia, Itália, Portugal e de toda América do Sul. Nós tivemos duas agendas com 43 operadores do exterior, entre eles 15 países.

E essa feira também participam várias pessoas do exterior, certo?
Principalmente do exterior. Os compradores são de lá. Dependendo do produto que você tenha, talvez seja mais interessante, porque se você quer colocar seu produto no exterior, no nosso caso de receptivo e proposta internacional, os compradores são inteiramente de fora do país. A feira tem um objetivo muito definido que é a venda, seja através de turismo receptivo através de operadores, seja diretamente pela hotelaria, e colocar o produto no mercado internacional.

E comparando com a FIT e a Abav?
São ambientes totalmente diferentes, aqui eles tem um ambiente muito objetivo, é tudo realizado por agendamento, o operador que é convidado já recebe listagem dos prestadores de serviço que ele vai encontrar e já escolhe qual lhe interessa. É algo com foco em negócios, é uma proposta bem diferente.

E em relação a Búzios?
Búzios já está em todos os cantos, seja em forma institucional ou de forma comercial. Evidentemente, se os dois podem caminhar juntos, é muito melhor.

Então porque será que a Secretaria de Turismo não está presente aqui nessa feira?
Aí não sou eu quem pode responder por isso, é uma ausência que seria melhor não existir, mas está o Convention Bureau.

Está havendo um comentário de que Búzios não está aqui porque está gastando muito em ouro, dólar…
Aqui é uma oportunidade que o nordeste oferece de nós fazermos uma apresentação internacional em território nacional, o que fica muito mais barato. É mais próximo, estamos tecnicamente na nossa casa, por isso, nós todos os anos estamos presentes, ano passado em Salvador, ano retrasado em São Luís do Maranhão. Achamos que é uma proposta dentro do quadro organizacional, da divulgação do turismo, uma das melhores que temos.

Você está aqui como La Plage e também como Convention Bureau?
Não, como Convention Bureau está o Cristiano Marques. Eu estou como minhas empresas, a Convencional Receptivo e minhas pousadas.

E para a Convencional, foi um bom negócio?
Nós recebemos operadores que já trabalham conosco, é uma oportunidade de revê-los, de estreitar o relacionamento, apresentar as novas ferramentas.

Búzios está recebendo um novo tipo de turista?
Não dá pra medir se mudou ou não, é um dia de trabalho onde você propõe e as pessoas anotam e vão voltar para seus escritórios e verificar se vão aceitar nossas propostas. O mercado básico continua sendo o mesmo, mas a gente sempre procura adicionar mercados complementares. Ao propor nosso portfólio, sempre destacamos Búzios aos turistas do exterior. Fomos muitos criticados e elogiados porque colocamos uma morena de Caxias na capa do jornal, que estava numa praia de Búzios. Foi um protesto porque a cidade está assim hoje, não era assim. Como protesto todos os instrumentos são válidos, o ideal é que o protesto tenha eco e que seja bem entendido e que se possa melhorar as coisas. Há outros destinos que concorrem diretamente com Búzios, mais baratos e nós precisamos cuidar mais do nosso produto.

Como se faz isso?
Melhorando a infraestrutura. Tudo se começa pela vassoura.

Deixe um Comentário