Quem semeou a Paz com a Guerra, Paz nunca terá…

In Brasil, Búzios, Cabo Frio, Noticias, Rio de Janeiro, Turismo por Eva LartigueDeixe um comentário

Por Hamber Carvalho

10922246_10205199317478427_759882390_nO ataque a revista Charlie Hebdo já era previsto pelas próprias vitimas que optaram por uma linha editorial de desqualificar todo e qualquer credo religioso. Faziam do humor ferino religioso sua própria existência na mídia internacional.

Levantar a bandeira da liberdade de expressão neste momento é no mínimo querer fazer o jogo da mídia internacional que por obra e graças do capitalismo americano, tenta satanizar o Islamismo e as comunidades muçulmanas no próprio território francês, colocando-os num mesmo saco para justificar a inoperância em combater os radicais do Estado Islâmico, filho mal parido das investidas dos Estados Unidos no Iraque, no Afeganistão, na Síria, na Líbia e em outros países do Oriente Médio.

Os Estados Unidos e seus capachos na Europa que cunharam no inconsciente coletivo do planeta, através de uma politica de informação subliminar, a palavra terrorismo como sinônimo de Islamismo, está provando do próprio veneno, urdido durante décadas em sua tentativa de avançar no mundo árabe para colecionar conquistas territoriais e econômicas no controle da produção de energia no mundo.

Todos os radicais que hoje aterrorizam o mundo são resultado de parcerias politicas  feitas a qualquer custo, como por exemplo,  quando os Estados Unidos armaram a turma de Osama Bin Laden para combater a invasão soviética ao Afeganistão. Como também armaram as milícias na Líbia para combater Kadafi, a resistência comandada pela Al-Qaeda na Síria e por ai vai.

O resultado desta inconsequência é o surgimento do Estado Islâmico que nada mais é que o conjunto de rebeldes que se voltaram contra a própria Al-Qaeda e outros grupos ultra radicais, compostos inclusive de cidadãos ingleses, americanos, desertores da Bósnia e toda a escoria de seres humanos produzidos pelas guerras patrocinadas pela política armamentista americana.

Muçulmanos não produzem armas, são municiados pelas indústrias bélicas americanas, russas, suíças e israelenses, basta ver os fuzis automáticos Kalashnikov de procedência russa e de ultima geração que foram utilizados no ataque a revista francesa e que também abastecem o mercado do tráfico na América latina.

Como jornalista e praticante da forma Islâmica de se relacionar com a vida, fico abestalhado como assumimos as bandeiras impostas pelos países dominantes, sem sequer questionar a imposição de ideologias que nos são empurradas intestino adentro e que repetimos à exaustão nas redes sociais e nos bate papos de praia.

Enquanto o ocidente continuar com a politica de estado de defenestrar o Islã, para progredir em seus propósitos, mais inocentes irão sucumbir.

Se contássemos o numero de vitimas produzidas de um lado e de outro, com certeza os terroristas, que não representam o Islamismo, ainda estariam em extrema desvantagem.

O ataque cirúrgico proporcionado pela alta tecnologia armamentista dos americanos e seus aliados, não perdoa crianças, idosos e mulheres que sequer se vinculam a grupos extremistas. São assassinados dormindo, trabalhando, ou nos afazeres domésticos.

Este ataque mostrou ao mundo que os chefes de estado que promovem e incitam a politica anti-Islã, estão se lixando para seus cidadãos e apelam deslavadamente para a compaixão, a falta de liberdade de imprensa e de expressão.

Pior,assumem a impossibilidade de monitorar os grupos e militantes terroristas, enquanto inocentes padecem, pois, como diria o profeta Raul Seixas, acabam por se transformar em“carrascos e vitimas do próprio mecanismo que criaram”.

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