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Feliz aniversário, Negão

O máximo de respeito que um ser humano, por mais falho que seja – já que somos mortais feitos de carne e osso –, pode conquistar, é ser tratado como íntegro. Adquirir a consideração e a reverência por seus atos e maneira de agir, não somente na profissão ou na ideologia que se segue, e sim, no dia a dia, como homem digno, que busca um mundo melhor, é a supremacia da vida.

 

Digo isso para retratar o aniversariante de hoje, um descendente de escravos, que nasceu em 1976, em Paramaribo, capital do Suriname, sem grandes perspectivas, e que aderiu à nacionalidade do país colonizador, a Holanda. Mais uma pessoa qualquer que poderia não ter vencido na vida, que passou pela Terra como mero coadjuvante.

 

Mas no caso desse holandês, que prefere carregar os dizeres “mi sab’ dat mi lob Srana” (sei que amo o Suriname) e ajuda a sua terra natal e diversos outros países com projetos sociais, a história é diferente. Detentor de uma enorme lista de títulos do futebol mundial, ele fala fluentemente sete idiomas, o que ressalta o quão cidadão do mundo se tornou. E mesmo antes de ser jogador do Botafogo, clube que defende atualmente, ele optou por ser uma estrela solitária da grande constelação de craques mundiais. 

 

Obviamente que me refiro a Clarence Seedorf, um exemplo dentro e fora de campo, que encanta até mesmo os torcedores rivais dos clubes em que atua. Visto que ver o futebol, a inteligência e o caráter dele é um privilégio de todos.

 

E preciso dizer que, mesmo na semana em que o atleta foi expulso de uma partida do Campeonato Carioca – o que não significa absolutamente nada sobre a personalidade do jogador, levando em conta todo o histórico de sua carreira –, a sociedade precisa de mais referências e líderes como ele, que usufruem do status que carrega para contribuir com o desenvolvimento humano.

 

Parabéns pelo seu jogo sempre consciente e pela sua solidariedade com o próximo, Seedorf! Que você continue alegrando os amantes do esporte e atuando em alto nível aos 37 anos.

*Via Blog Com a Bola Toda

Michael, a nova promessa do Fluminense, quase desistiu da carreira de jogador

Nascido em São Francisco de Sales, uma pequena cidade do interior mineiro, Michael, o novo xodó da torcida tricolor, jamais teve vida fácil, e passou por diversas provações até conseguir se profissionalizar no futebol. De família muito humilde, ele chegou a ser auxiliar de pedreiro, office boy e até morar de favor. Fatores que quase puseram fim à prematura carreira do atleta, que teve adolescência complicada.

 

Aos 14 anos, foi descoberto por um empresário que o tirou de casa para morar em São Paulo, na cidade de São José do Rio Preto, para atuar pelo time local, o Rio Preto. Inicialmente, o jovem promissor morava com o agente, do qual tem péssimas recordações. Afinal, Michael foi abandonado por ele, e precisou morar de favor em uma região onde não tinha conhecimentos, até conseguir vaga no alojamento do clube paulista.

 

A vida dele não era fácil. Teve uma vez que me ligou chorando, falando que ia largar. Mas eu disse que nada na vida era fácil e que se esse era o sonho, deveria continuar, pois uma hora daria certo – contou a mãe do jogador, Dalva Maria.

 

E Dalva Maria não se enganou em seus conselhos para o filho – para a sorte dos tricolores. No ano de 2011, enquanto Michael disputava a Copa São Paulo de Futebol Júnior, vestindo a camisa do Rio Preto, ele chamou a atenção dos olheiros do Fluminense, que o levaram para o Rio de Janeiro.

 

E após participar de competições de base pelo clube carioca, e ter a chance de entrar no segundo tempo em algumas partidas da equipe principal, Michael foi escalado como titular pela primeira vez na última quarta-feira, na disputa entre Fluminense e Macaé pela Taça Rio, e ganhou o coração dos torcedores ao marcar os três gols da vitória do time por 3 a 1. No entanto, a nova promessa das Laranjeiras mantém os pés no chão, e sabe que ainda precisa continuar buscando espaço, pois a carreira de jogador não é simples.

 

Foi difícil dormir, ainda mais para mim que moro sozinho. Cheguei em casa, fiquei vendo o jornal, os gols… O pessoal me ligando, familiares… A ficha ainda está caindo. Foi especial, mas agora tenho de continuar trabalhando pelo meu espaço. Ainda falta muito – afirmou Michael, um dia após a partida em que brilhou.

Resposta do jornalista Gustavo Garcia ao Carlitos Pecuarista

“O povo deve receber algo mais do que liberdade e democracia em termos abstratos”

 

O título do meu texto é uma frase de Fidel Castro, que preciso utilizá-la para expor, de vez, minhas ideologias, já que venho sendo taxado de muitas coisas por pessoas que não me conhecem. Inclusive, ganhei a “honra” de ter uma coluna inteira do nosso querido Carlos Terra, com diversas acusações sobre o que penso.

 

Primeiro preciso esclarecer que por mais que eu tenha tendências à esquerda, não sou socialista, muito menos comunista, pois acredito que, o comunismo, de fato, jamais existiu – quem já leu o Manifesto do Partido Comunista, escrito por Marx e Engels, entende o que eu digo. Segundo, e que isso fique muito claro, sou totalmente contra qualquer forma de imperialismo, principalmente o norte-americano. E todos aqueles que, assim como eu, não se calam diante disso, compartilham dos meus ideais.

 

Fala-se muito em liberdade, mas uma sociedade que usufrui da força e do poder, pensando somente no benefício próprio, não merece respeito. Usarei ainda a citação do meu grande ídolo cubano, José Martí, para esclarecer melhor a questão: “O verdadeiro homem não procura o caminho que jaz a vantagem, mas sim o caminho do dever”.

 

Carlos Terra ainda afirma que sou jovem e imaturo para escrever e me envolver em causas sociais, alegando que não tenho conhecimentos suficientes para abordar tais questões, por ter apenas duas décadas de vivência. No entanto, entristece-me saber que, mesmo aos 71 anos, nosso querido amigo viveu uma vida inteira sendo influenciado pelo sistema, e não teve a oportunidade de ler “Cuba – Anatomia de Uma Revolução”.

 

Um livro escrito pelos norte-americanos, Paul M. Sweezy, que foi professor na Universidade de Harvard por mais de dez anos, e Leo Huberman, que foi chefe de Departamento de Ciências Sociais do New College, da Universidade Columbia, que além de explorarem na obra todos os problemas sociais cubanos no período que antecedeu a Revolução, ainda deixam uma grande mensagem – que eu concordo plenamente –, quando citam que “como norte-americanos que amam o seu país, é convicção sincera de que nada pode contribuir mais para libertar o povo dos Estados Unidos do “desumanizante” e belicoso regime de monopólio capitalista do que a consecução da verdadeira independência por todos os povos da América Latina”.

 

Recorro ainda ao pensamento iluminado de Martí, quando ele disse que “um povo bem-educado será sempre forte e livre”, para reforçar a ideia de que Cuba, por mais que não tenha um padrão de vida elevado economicamente, conseguiu erradicar o analfabetismo e tem invejáveis avanços na medicina e na bioquímica. Tudo isso com o embargo econômico do Tio Sam, que, aliás, como sonhador que sou, acredito que irá acabar até o final do mandato do nosso camarada Obama, como cartada final do presidente em sua jornada política.

 

Necessito ressaltar ainda ao Carlos Terra, que respeito muito os seus cabelos brancos, porém, espero que você ainda tenha muito tempo de vida para rever os seus conceitos sobre igualdade e liberdade. Já que velhice não é sinônimo de conhecimento, assim como juventude não é de vivência verde. Mas, sem mais demoras, e para que não tenhamos que ficar debatendo abertamente em veículos de comunicação, gostaria de convidá-lo para tomarmos um café na Livraria Máscaras, com o intuito de nos conhecer pessoalmente, já que você afirmou que “não podemos escrever sobre questões que não dominamos”, ou seja, depois desse encontro seus argumentos poderão ter fundamentos, segundo a sua própria concepção. E fique tranquilo, gosto tanto de você quanto o Sandro, contudo, sou mais bonito do que ele.

 

Finalizo aqui, dizendo que jamais houve um povo tão heroico e mártir quanto o cubano, e deixando o depoimento de mais um norte-americano que viveu de perto as transformações de Cuba. “Em meus trinta anos trabalhando no The New York Times, nunca vi uma história tão importante, tão mal compreendida, tão mal coberta e tão mal interpretada como a Revolução Cubana.” Herbert Matthews.

A Bola pune

Dizem os idiotas da objetividade que a Bola não tem vida, pois eles, tão descrentes do jogo, preferem acreditar que o destino é irônico. Não mesmo! A Bola, mesmo longe de ser uma agente divina capaz de regular o mundo do esporte, cedo ou tarde, cobra daqueles que escolheram maltratá-la. A Bola pune, meus amigos!

 

A comprovação disso ocorreu na final da Taça Guanabara, no último domingo, na partida entre Vasco e Botafogo. O Cruzmaltino, acomodado com a vantagem de jogar pelo empate, por ter feito a melhor campanha na fase de grupos, optou pela covardia. Entrou em campo para bater e jogar recuado, evitando o bom futebol e acreditando na sorte. Se esquecendo de que a Bola e o campo não se mancham.

 

Enquanto o alvinegro, que parece ter aprendido com os inúmeros erros do passado, entrou aguerrido para a disputa, ciente do compromisso de que precisava alcançar o gol para conseguir o título.

 

Por isso, a partida ficou amarrada em um jogo de ataque contra defesa até os 30 minutos da segunda etapa. No entanto, se o que ocorreu após disso já estava predestinado, realmente eu não sei. Só que o Botafogo, a poucos minutos do final, fez a alegria da Bola, quando o lateral Lucas a colocou na rede do goleiro de São Januário, decretando final de papo. Contudo, posso lhes dizer que a estrela alvinegra está lá em cima, brilhando solitária, novamente. É momento de comemorar, botafoguenses.

Adeus, comandante!

Esta semana, enquanto aprimorava meus conhecimentos para escrever um texto com o título “Fuerza Chávez”, eu recebi a notícia, para a minha tristeza, que o militar e presidente da Venezuela, Hugo Chávez, faleceu aos 58 anos. Soube então, naquele instante, que mais um companheiro latino-americano descansou.

 

Por isso, não pensem que este texto segue a tendência, que muitos utilizam, de glorificar os mortos. Pois, como diria José Martí, quando alguém morre nos braços de uma pátria agradecida, a morte acaba e rompem-se as prisões. Então, finalmente, com a morte começa a vida. E Chávez, no contexto de sua nação, se encaixa perfeitamente no pensamento do líder cubano.

 

Não que ele tenha sido um ser humano perfeito, já que, sendo um mero mortal de carne e osso, ele é dotado de falhas, de méritos e deméritos. E como, figura pública, para sempre carregará o fardo e dúvidas sobre a sua personalidade. No entanto, o que ninguém pode negar é que Chávez viveu para pleitear causas sociais e para batalhar pela integração dos povos da América Latina.

 

E por mais que seja tratado como ditador tirano pelos conservadores – mesmo tendo índices elevados de aprovação dos venezuelanos –, ele, indiscutivelmente, tornou sua pátria melhor. Logo que, depois dele, a Venezuela conseguiu diminuir o analfabetismo, alcançou o patamar de nação com o menor índice de desigualdade social do continente, e a população do país passou a se interessar mais e adquirir mais consciência sobre política, principalmente os mais pobres.

 

Entretanto, entendo que, por ele manter o vermelho à esquerda e por tentar sobrepujar o neoliberalismo norte-americano, a mídia, em geral, vai tratá-lo como um elemento ruim para a história, uma vez que as pessoas que não acompanham o “sistema” e são contra o imperialismo, infelizmente, são analisadas assim.

 

Mas o fato é que o céu ganhou mais uma estrela vermelha – e as Américas mais um espectro –, quando Chávez abandonou o nosso plano espiritual. Contudo, precisamos ressaltar que os grandes homens também morrem, mas o motivo pelo qual lutaram e, sobretudo, as suas ideologias, são eternas.

O novo site do Perú não é piada!

Com a premissa de oferecer aos nossos leitores e anunciantes uma nova ferramenta aonde podemos estar ligados todos os dias, e em todos os momentos, para que tenhamos imediatismo na informação, e interação diária com as tendências globais, lançamos o novo site do jornal O Perú Molhado! E, agora, estamos conectados e nos relacionando melhor através da web. E nossa primeira semana em novo formato foi um grande sucesso! Confira você também o nosso novo site: www.operumolhado.com.br

 

Quer se ver no Perú? Com o Búziosgram, você pode colocar as suas fotos no site do maior jornal de Búzios. Basta você postar suas fotos no Instagram com a hashtag #buzios ou #operumolhado que publicaremos para você!

 

Quer fazer uma denúncia ou nos enviar alguma notícia? Com o Repórter Cidadão você envia as novidades da região e do mundo! É só clicar na sessão Repórter Cidadão e preencher os espaços em branco que automaticamente o seu texto será publicado.

 

Com o nosso canal no Youtube você acompanha os vídeos que são destaques no jornal, e através do nosso Facebook e Twitter, além de poder se comunicar conosco, você fica por dentro do que rola no site, que segue a mesma linha e irreverencia do jornal impresso, que além de informar com muito humor, também traz matérias bizarras e de outro mundo!

Sabia que cobra com duas cabeças existe?

Se já existiam pessoas tristes por não terem uma cobra de uma cabeça só, agora, elas ficarão ainda mais infelizes com esta notícia. Uma rara cobra real californiana de duas cabeças foi colocada em exibição no zoológico de Moscou, na Rússia, comprovando o quanto o mundo é injusto com alguns.

 

Mas não se sintam oprimidos, pois Deus não dá duas cabeças para qualquer um, já que, segundo os funcionários do zoológico, a ocorrência de cobras terem duas cabeças é de uma em um milhão e elas normalmente não resistem no meio selvagem. Ou seja, precisam ser tratadas com todo carinho e cuidado para sobreviverem.

 

Então, pensem comigo: se cuidar de uma cabeça só já dá trabalho, imagem de duas?

Acabou a desculpa: sexo ajuda a aliviar dor de cabeça

Acabou aquela velha desculpa “hoje não, amor, tô com muita dor de cabeça, vamos dormir”. Pesquisadores da Universidade de Münster, na Alemanha, descobriram que sexo pode ajudar aliviar dores de cabeça. É isso mesmo!

 

Deu certo com alguns dos 400 entrevistados pela pesquisa. Durante dois anos, cientistas acompanharam o tratamento destes pacientes, que tinham enxaqueca ou cefaleia em salvas (aquela dor profunda em apenas um lado da cabeça). Entre eles, 132 pessoas fizeram sexo enquanto estavam com dor de cabeça. Resultado: 60% destes pacientes com enxaqueca e 36% dos que tinham cefaleia se sentiram melhor depois do sexo.

 

Segundo a pesquisa, fazer sexo ajuda porque aumenta a produção de endorfina – uma das funções desta substância é aliviar qualquer tipo de dor. E a ação da endorfina no sistema nervoso consegue reduzir ou eliminar a dor de cabeça.

 

Então, se o problema de antes era a dor de cabeça, nada melhor do que um remedinho casual para espantá-la! Mete bronca agora mulherada!

 

A blogueira queridinha dos jornalistas

Por Gustavo Garcia

gustavoggarciaa@hotmail.com

@gustavoggarciaa

 

Yoani Sánchez é mais uma mulher que nasceu em Cuba, na cidade de Havana, mais precisamente no dia 04 de setembro de 1975. Filha de um operário da rede ferroviária do Estado, ela frequentou a escola e fez seus estudos secundários no Centro Habana. Ou seja, mais uma pessoa comum, sem nenhum motivo especial para ter mídia ou destaque.

No entanto, Yoani cresceu em meio aos anos difíceis da economia cubana, que coincidiu com o declínio da antiga URSS, e se revoltou com o sistema político estipulado na Ilha, denominada por Colombo como “a mais bela terra que os olhos humanos já contemplaram”.

Por isso, em 2007, ela passou a ficar conhecida através de seu blog Generación Y, onde começou a pregar liberdade de expressão e a fazer críticas à liderança dos irmãos Castro. Gerando tanta repercussão, que no ano seguinte, foi incluída na lista das cem pessoas mais influentes de 2008 da revista Times.

A partir de então, Yoani Sánchez foi nomeada como a “blogueira cubana”, e passou a ser considerada revolucionária – por colidir com os ideais socialistas -, pelos mesmos que sempre se recusaram a ouvir a palavra “revolução”. Agora, Yoani está realizando uma “turnê” para demonstrar ao mundo, com a ajuda da mídia, é claro, o quão doce e verdadeira é. E para espalhar as “verdades absolutas” dela sobre o comunismo.

Contudo, o que a nossa tão generosa colega revolucionária jamais explica, é como ela consegue viajar tanto e manter todos os seus recursos para dizimar publicamente a situação de seu país na era pós-revolução. Então, digo-lhes que não é preciso ser nenhum Freud para entender a verdadeira circunstância:

Yoani Sánchez é uma verdadeira desertora de sua pátria, que preferiu corroborar com os conservadores que tanto temem, até hoje, que o verdadeiro espírito revolucionário da classe operária cubana se espalhe pelo resto do planeta.

Os Estados Unidos sempre tiveram interesses em Cuba, mesmo antes da independência dela. E antes da Revolução Cubana, os magnatas utilizavam a Ilha como o “puteiro” norte-americano.

Fala-se muito em liberdade de expressão, mas a blogueira cubana permanece em liberdade, enquanto o jornalista Julian Assange, criador do Wikileaks, está preso. Que contradição, não?

Em Cuba não se usa Nike, nem se come no Mc Donald’s, entretanto, graças a Fidel, Che e seus companheiros, que lutaram bravamente pela libertação da imposição dos Yankees, o país obtém índices zero de analfabetismo e taxas mínimas de mortalidade infantil.

Que sejamos sensatos! Cuba carece de reformas políticas, isto é inegável até mesmo pelos esquerdistas. Porém, precisamos ser francos e dizer que, mesmo sem recursos, já que sofre com o maior embargo econômico do mundo – estipulado pelos Estados Unidos -, a Ilha tem avanços invejáveis em saúde, educação e ciência.

Questiono-me constantemente como seria Cuba se não tivesse sofrido com a intervenção norte-americana para desfrutar do comércio. E, de fato, penso que, enquanto a Ilha não se dobrar e persistir com seu sistema antagônico ao capitalismo, mesmo estando tão perto territorialmente das garras do Tio Sam, o mundo ainda terá um futuro.

O Perú é o meu jornal preferido de Búzios, diz Paul Duval, um dos sócios da Shopinvest

Por Gustavo Garcia

gustavoggarciaa@hotmail.com

@gustavoggarciaa

 

Na última quarta-feira (27), ocorreu uma visita guiada para imprensa à obra do Shopping Park Lagos, de Cabo Frio, que será inaugurado no dia 13 de novembro deste ano. A obra é realizada no sistema pré-moldado, e até agora, os mais de 200 operários já concluíram 40% do processo. O empreendimento vai gerar empregos e trazer modernidade para a Região dos Lagos. E muitas lojas de Búzios vão estar presentes no shopping.

Um dos sócios da Shopinvest, Paul Duval, que é responsável pela construção do Shopping Park Lagos, além de dizer que O Perú Molhado é o seu jornal preferido de Búzios, explicou os benefícios que o novo empreendimento vai trazer para a região.

- Temos o total apoio dos governos, tanto do anterior, quanto do atual. Eles são totalmente favoráveis, pois é um empreendimento que só traz benefícios para a região. Vai gerar empregos e maiores impostos. Além do que, nós estamos totalmente preocupados com a parte ambiental e ecológica. Estamos investindo R$ 4 milhões de reais só na parte de paisagismo interno e externo, então, só teremos coisas boas – argumentou Paul.

O local escolhido para a construção foi muito criticado no começo da obra, e passou por muitos problemas para conseguir ser aprovado e regulamentado, mas Paul acredita que a escolha do terreno não poderia ser melhor.

- Nós jamais investiríamos R$ 160 milhões de reais sem ter estudado os diferentes locais que nos foram oferecidos na cidade com muito rigor. Mandamos fazer estudos de mercado em São Paulo, estudos de trânsito, de fluxo, de entrada e saída de carros, estudos sobre a localização dos bairros da cidade… E não tivemos nenhuma dúvida que o local é o adequado. Sem falar que o terreno, antes de nós comprarmos, era um terreno baldio, frequentado por drogados. Era um verdadeiro deposito de lixo, uma localidade abandonada. E agora, nesta região, teremos um grande shopping, um novo espaço de lazer – disse o empreendedor.

Incluindo as lojas âncoras, o Shopping Park Lagos terá entre 170 e 180 lojas depois de concluído, além de uma área destinada para um parque infantil, e um espaço voltado para a cultura, que vai ter um monumento para os fósseis encontrados no local onde está sendo construído Shopping.

- Nós teremos um piso de vidro, onde ficarão os fósseis e sambaquis que foram encontrados no terreno ao longo da construção. Ou seja, eles não serão esquecidos, e nós teremos cultura no shopping, pois shopping também é cultura – finalizou.