Vamos apavorar! Uma entrevista com a maior referência em jornalismo gonzo do Brasil

In Brasil, Búzios, Mundo, Rio de Janeiro, Turismo por Eva LartigueDeixe um comentário

DSC05696Por Victor Viana

Escapando totalmente ao que vem sendo chamado de jornalismo fordista ou pós fordismo, em referência a produção padronizada de conteúdo noticioso, impessoal, frio e desassociado de ações de criatividade e imaginação, Arthur Veríssimo vem há 30 anos fazendo um jornalismo pessoal e vibrante, em que ele se inclui sem cerimônias nas reportagens, se envolvendo diretamente com os personagens e vivendo pessoalmente as experiências que busca narrar.

Arthur nasceu no Rio de Janeiro, em 1959, mas seu sotaque e a disciplina denunciam que foi criado em São Paulo. Já tendo sido casado por quatro vezes, tem uma filha que mora em Búzios. É bom registrar que seu pai é pernambucano e a sua mãe é acreana de Xapuri, como o ativista Chico Mendes e o ex-prefeito de Cabo Frio, Ivo Saldanha. É dessa essência de semente jogada ao vento que se formou a culta e excêntrica personalidade do cara que se tornaria a principal referência em Jornalismo Gonzo¹ do Brasil. Aluno matador de aulas que adolescente foi de carona até o Ceará, e de tanto aprontar, acabou sendo colocado em um colégio interno de orientação Adventistalá teve contato pela primeira vez com a alimentação vegetariana, “ minha família, pela origem dela, comia umas comidas mais exóticas”, conta.

Antes de ser jornalista, com apenas 18 anos, Arthur Trabalhou na extinta Vasp interessado no bilhete de viagem grátis que a empresa dava aos seus funcionários após um ano de casa. Conta que Juntou dinheiro o ano todo, pegou o bilhete e se mandou para a Califórnia. Gargalhando contou que lá passou a integrar a comunidade dos Rajneesh do mestre Osho², onde andava só de vermelho.

“Então me envolvi diretamente com a espiritualidade e nunca vi em um só lugar tanta mulher bonita. Fez parte dessa comunidade o Gilberto Gil, a Luiza Brunet e outros. Fiquei por dez anos vivendo em comunidades alternativas para desespero dos meus pais que queriam que eu fosse diplomata. Imagina um Hunter Tompson no Itamarati?”

Passado esses anos “vermelhos”, Arthur pulou para o “preto”. É que se tornou DJ em Londres e se vestia a maior parte do tempo com roupas de cores escuras. Lá na capital inglesa viu nascer a cena punk a que ele chama de “Renascença da Música” e ficou amigo dos integrantes do The Clash.

Escrevendo na Revista Trip há quase 28 anos, também escreveu para a Folha de São Paulo, Estadão, Galileu e até para O Perú Molhado.

“Escrevi diversas crônicas no Perú. Tem uma incrível que fiz quando fui atacado por águas vivas e minha filha me salvou. Tem também aquela entrevista com o apresentador de TV, Ratinho, que disse que um dia seria prefeito dessa porra, se referindo a Búzios”.

Mas Veríssimo é polivalente e também cai matando no Rádio: Rádio Bandeirantes, USP FM, 97 FM, e já passou por quase todos os canais de TV do país: 1996 – Programa H (Rede Bandeirantes) 1998 – Programa do Ratinho (SBT) – 2000 – Fantástico (Rede Globo) – 2001 – Domingo Legal (SBT) – 2009 – Manhã Maior (RedeTV!) – 2012 – Sexo no Sofá (Glitz*/Futura) E o trabalho mais recente, em 2013, com o Na Fé com Arthur Veríssimo (Discovery Channel) onde em nove episódios viveu intensamente as experiências espirituais e culturais de festas religiosas de diferentes lugares da América Latina.

Lançou o livro Karma Pop, em 2010, uma compilação de suas matérias sobre a Índia publicadas na TRIP. Na entrevista que fiz com ele, adiantou que está preparando um novo livro (corre boatos não confirmados de que a ilustração ficará por conta dos grafiteiros “Gêmeos” ou do chargista Angeli).

Interessado por magia e filosofia hinduísta desde muito jovem, Arthur acabou levando isso para seu trabalho. Se pensadores como Castaneda de Fernão Capelo Gaivota, Helena Blavatsky³ e Henry Miller faziam sua cabeça desde moleque, seu mergulho na espiritualidade e no misticismo de diferentes partes do mundo fez dele uma espécie de antropólogo autodidata, sem os ranços do academicismo e, como ele mesmo gosta de dizer, passou a investigar os arcabouços do inconsciente coletivo.

Fazia tempo que não vinha a Búzios e, principalmente, que não escrevia para o Perú, o que te fez voltar?
Eu tenho uma filha aqui, a Vitória. Fui casado com a Patrícia, da Pousada Blue Marlin, e escrevia com muito orgulho para o Perú Molhado, esse jornal genial. O que me fez dar um tempo é a alta carga de trabalho a que me submeti nos últimos anos, tenho gravado muito. Vida de comunicador, jornalista, repórter é insana. Muitas contas e ainda tenho três filhos, pensões. O foda foi recentemente gravando o último episódio no Acre, o Cacique Bira, de 48 anos, tem apenas 32 filhos. Sem noção! Hoje, depois de quatro anos eu dormi sete horas cravado. Isso se tornou raro pra mim. Nós que trabalhamos investigando os arcabouços do inconsciente coletivo, acabamos dormindo pouquinho. Em alguns lugares há uma diferença de 8 á 10 horas de fuso.

E os temas ligados a experiências espirituais e a forma como você se entrega também colabora para dar essa desorientada?
Sim, há um desgaste maior. Quando chego em casa estou sempre destrambelhado.

Você é um aventureiro, um viajante. Búzios ainda é um bom lugar para descansar?
Há alguns anos atrás o Marcelo (Lartigue) me perguntou o que eu mais gostava em Búzios e eu disse que adorava a Praia de Geribá. Búzios tem lugares singulares, estou aqui hospedado no coração de Geribá nesse hotel aconchegante, o Casa Colinas, e é muito silencioso. Mas ao mesmo tempo vi que a cidade está muito movimentada, a Rua das Pedras e a Turíbio de Farias estão cheias de comércios. Mas isso não é só aqui, em Pipa, na Bahia, e em outras cidades praianas a situação é a mesma. Mas nada se compara a Bali, é comércio por todas as artérias. E o que vejo por todo o mundo é que todos estão visando o lucro: Os lojistas, as grandes marcas, estilistas, restaurantes, pousadas, pequenas marcas e ao mesmo tempo em toda parte há falta de saneamento e sobra imundície em todos esses lugares. Mas posso dizer que em Geribá vi uma praia muito mais limpa que as de Bali, por exemplo. Lá é plástico para todos os lados. Dizem que vem de Javá, mas outras pessoas me disseram que são os próprios locais que sujam, isso é outra coisa que se repete no mundo todo, as pessoas não cuidam do que é delas.

Mas falando do seu trabalho, o que te motiva e em quem se inspira?
Sou fascinado pela vida do Coronel Harrison Fawcett, que se perdeu aqui no Brasil, lá na Serra do Roncador, esteve nos Andes, e inspirou, pouca gente sabe disso, a história do Indiana Jones. E leio muito e também é incrível o Richard Burton, que traduziu o Kama Sutra, isso no período vitoriano, e as Mil e Uma Noites também, olha que revolução o cara fez! Esses caras inspiram a gente a sair do lugar comum. Hoje as pessoas se tornaram todas comerciantes. Ficam naquela redoma, adquirem bens, a casa na praia e na montanha… Ou muitas vezes nem adquirem.

Uma pergunta importante pra mim, na verdade importante pra cacete, você alguma vez teve de fazer as pautas chatas do jornalismo?
Eu sempre consegui dar a volta por cima (gargalhando)! De tutu eu não tenho muito, mas de possibilidade de realizar e materializar as coisas eu tenho. Eu quero ir para um canto e eu vou. Agora, por exemplo, eu vou ao Tibete. Já está marcado! A parada do jornalismo Gonzo, eu não sabia o que estava fazendo, eu lia muito o Hunter, foi algo natural que deu certo. É porque ficar no blablá é muito interessante, mas temos quer ir mais fundo em tudo que fazemos. Muito cedo eu, como disse, me dediquei à leitura de livros como O Despertar dos Mágicos, As confissões de um comedor de Ópio, de Thomas De Quincey, e também Paul Bowles, autor do Livro Sheltering Sky, que morou em Tanger, no Marrocos, e que inspirou os Beatniks. Logo vi que o mundo tinha muito a me ensinar. Para que eu ia ficar perdendo tempo com o que ensinavam nesses colégios?

O problema é a escola ou sociedade?
A escola é o reflexo da sociedade. É fundamental a juventude estudar, mas estudar direito. No ensino médio tinha de ser como nas universidades americanas, você faz a sua grade, primeiro aquilo que você tem mais paixão, e é claro que depois você terá de suprir com as suas deficiências, as matérias e temas que não te agradam. Por que você irá fugir das tuas sombras? Mas voltando a sociedade, é uma coisa generalizada essa questão de um conhecimento superficial das coisas. O Jornalismo mesmo está passando por um momento de questionamentos profundos, tem dias em que a capa do Globo, da Folha e do Estadão tem a mesma foto, que isso? A televisão tem esse lance de ter uma programação, e o que é uma programação? É justamente programar as pessoas! Agora que começou o uso de uma nova tecnologia, que já permite cada um montar sua grade com as coisas que quer assistir.

Por falar em TV, você está com um novo programa e há boatos de que há mais coisas para acontecer, é isso mesmo?
Acabei de gravar a série de nove episódios chamada Na Fé, que foi um trabalho hercúleo, que realizei junto com a Mix para a Discovery, em que viajei pela América Latina em nove festas religiosas. Sempre estive na TV fazendo coisas para canais abertos e por assinatura. Trabalhei com o Ratinho, meu amigo. Rodei tudo na TV brasileira. Fiz Record, consultoria pra a Globo, no Amor e Sexo da Fernanda Lima. Já estou fazendo o projeto de um novo programa que se chamará Arthuroscópio. Nesse programa estarei soltão, porque na TV sempre faço coisas temáticas, mas esse será um programa de temas livres. Vamos rodar pelo Brasil atrás dos grandes personagens, vou pra Brasília, participar de rituais xamânicos, desfiles de moda, vou apavorar! Estou também em outro baita projeto com o Richard Rasmussen, que é o biólogo que apresenta o Mundo Selvagem, Daniel Botelho, que mergulha com tubarões, Karina Oliani e Alexandre Frota, que, por incrível que pareça, é um sábio mesmo.

Acho que esse é o maior furo dessa entrevista, descobrir que Alexandre Frota é um sábio, não acha?
(risadas) Que isso…

Algumas pessoas se perguntam por que não encontram mais seus textos na TRIP, seu nome ainda está no expediente, o que está acontecendo?
Tenho o maior prazer em escrever e estou na Trip há 28 anos. Eu escrevi pra caramba, Victor. Escrevi tanto que tive uma conversa com meu chefe, Paulo Lima, e estou fazendo uma coletânea para um livro que se chamará GONZO, cobrindo os meus 30 anos nesta seara. Fiz um levantamento junto com minha assistente e tenho cerca de 800 textos escritos no geral, contando só as grandes reportagens. Estou fazendo esse livro com a Editora Realejo, terá uns 40 textos grandes, com reportagens como as dos crucificados das Filipinas, o festival de Khumba Mela, na Índia, e tantas outras.

Dá para aproveitar alguma coisa dos textos publicados no Perú?
Claro, claro. No segundo semestre vou fazer uma mega exposição e terá textos do Perú nela.

Os temas de ocultismo e rituais considerados mais primitivos sempre fazem parte das suas reportagens, você vive isso com muita intensidade, é sempre assim?
Sempre. Claro que sempre consciente do que o meu corpo aguenta. Vou te dar um exemplo, fui ao México participar da semana santa com os Índios Tarahumara, que conservam um verniz de catolicismo e que por trás disso está uma camada muito profunda e sofisticada de espiritualidade que guardaram de suas tradições. Só para ter uma idéia, eles guardaram as danças e giram mais que os Dervixes. E eles correm muito, são ultramaratonistas, um pique acelerado mesmo, tanto que são conhecidos também como Los Pies Ligeiros. Eles me disseram, ‘vamos dar uma corridinha’, eu disse, ‘vamos!’. Aquele calor, aquele perfume que sai dos minerais, era pura magia e eles correndo de sandálias. Então deram uma paradinha, tomaram uma bebida e fumaram um cigarrinho, tabaco, e eles correram de novo, ‘vamos à casa de um conhecido’, disseram e era há uns 80 quilômetros (risadas). Continuei de caminhonete! Essa região é no estado de chihuahua, que dá nome ao cachorro, e é enorme e violento, é onde Pancho Villa se escondia, onde o lendário Jerônimo vivia nas cavernas vigiando os coiotes (risos). É bem conhecido todo o trabalho que faço com a Índia. Essa história toda com a Índia está no meu código genético, já estava na corrente sanguínea antes de eu ter nascido. Mas teve esses sinais na minha vida, a biblioteca do meu pai, ele era um literato, foi ator da TV Rio, jornalista, secretário de Ademar de Barros, então tinha livros incríveis, como os de fotografia do Cartier-Bresson, todos os livros de Mário de Andrade, Erico Veríssimo, toda a coleção da Revista Planeta. A partir das fotos do Bresson da Índia, do Khumba Mela, isso foi tomando conta de mim. Minha mãe era professora de ioga também. Eu tinha por volta de 11, 12 anos e também surgiu na minha vida o Osho nessa história, mergulhei profundamente, com uns 18, 19 anos. Mas olha que incrível, foi em Cuba que a coisa clareou mais para mim. Fui cobrir a Festa de São Lazaro, os peregrinos pagando promessas, e conheci uma senhora fascinante, 87 anos, discípula de Pierre Verger, a Sra. Natalia Boliva, que é tataraneta do Simão Boliva. Faz parte daquela aristocracia venezuelana que se transferiu para Cuba. Ela continua a obra da grande Ligia Cabrera, que é do mesmo nível do nosso Câmara Cascudo. Ela me mostrou todo o movimento dos Africanos que vieram para o Brasil e Haiti. Ela me levou a um Babalawo do Oráculo de Ifá, o mais infalível que já vi. Aqui jogamos os búzios e temos na maioria mães de santo, mas lá são todos homens e pais de família, não por sectarismo ou tabu, mas não há homossexuais fazendo parte. Participei de alguns trabalhos nessa confraria e o culto tem muito haver com a roupa de entidades nigerianas, o próprio oráculo é muito semelhante com o oráculo pessoal de sua santidade, o Dalai Lama lá no Tibete. Até as roupas são muito semelhante, como pode isso? Há uma ligação de toda essa teia mística que move o mundo. Essas coisas estão disponíveis a quem quiser saber, estudando ou pelo caminho mais difícil, sendo um autodidata. Porque conhecimento você adquire com a experiência pela vida, e vai liberando isso se estressando, cagando, até que de repente dá aquela clareza…

E as manifestações religiosas do Brasil?
Participei de muitos rituais, alguns ritos de passagem. No Santo Daime tomei Ayahuasca. Mas o mais foda foi passar a secreção do sapo, com ela você não passa mal como dizem, você morre! Fiz o Círio de Nazaré, onde levitei, e é uma festa única. Muitas manifestações, a última delas foi lá em Condó, onde é a Meca do Tericô, dos encantados e do Tambor de Mina. Lá realmente tem ciências ocultas. O Mestre Bita do Barão, não sei como o Brasil ainda não o descobriu em grande proporção, é um personagem etnográfico incrível das Áfricas brasileiras. Porque o Brasil tem pelo menos umas 700 Áfricas, basta ver que não há uma instituição que tenha o controle rígido dos terreiros de Umbanda e Candomblé. Há o Culto da Jurema, Batuque, Xambá, Quimbanda… O Brasil desmerece muito sua parte espiritual. O João de Deus, por exemplo, é totalmente desprezado pelos brasileiros, preferem saber da banda Psirico. Você vai a Abadiânia e só dá gringo procurando seus dons de cura, uma loucura isso!

O Tericô é uma religião muito singular e cheia de segredos, acha que ela sobreviverá após a morte do Mestre Bita?
Sim, porque há muitos adeptos que pertencem aos mais altos graus da maçonaria.

Dizem que até o poderoso e famigerado, José Sarney, já passou pelas mãos do Mestre Bita, são mesmo muitos políticos que recorrem ao tericô?
Muitos, mas os nomes não são divulgados e existem coisas que não posso revelar, mas ele diz o seguinte: ‘Quando toco o meu maracá, boto qualquer político na cadeira que ele quiser’. E realmente o trabalho dele é muito eficaz, porque ele faz essa mistura das tradições afro e indígenas do Brasil, é infalível. Não sei como o Brasil e a TV ainda não popularizaram o Mestre Bita do Barão, a Rede Globo deveria ter uma série sobre ele.

Você participou de um trabalho do Tericô, há alguma troca do pedinte com as entidades?
Essa troca faz parte de toda religião, quando você vai a um templo budista, fazendo seus mantras ou em uma igreja orando, está acontecendo uma troca. É inevitável.

“Falta em Búzios um turismo de pegada!”

Ao final da entrevista oficial vem à hora da troca de ideias, ao menos acontece quando o entrevistado é interessante como o Veríssimo, e no papear animado, junto ao meu editor Mister Lartigue, perguntamos o que nosso amigo gonzo achava do turismo e Arthur, que afirmou também curtir os pontos tradicionais do turista comum, como Arpoador, Torre Infel, Cristo Redentor.

“Búzios tem um magnetismo, mas está ficando cada vez mais difícil vir aqui, e olha que eu tenho uma filha aqui. Um voo por semana é pouco, nós paulistas, temos outro tempo que é diferente do carioca. O paulista quer chegar e já por a sunga e ir correndo para a praia, e pode ser que ele volte para Sampa no outro dia. Ele quer chegar e já se inserir na natureza, vocês cariocas já estão inseridos com a natureza, é uma relação diferente”

Mas Arthur levanta uma questão muito importante que impressiona por apontar uma saída criativa a que chamou de “turismo de pegada”.

“Eu vejo as agencias de viagens e as secretarias de turismo com muito blablá, sempre agregam o elemento Rede Globo, que é legal, eles dominam a cena brasileira, mas não é trazendo galã de novela que se vai vender uma imagem forte de Búzios. É trazendo para cá representantes, criar uma espécie de embaixadores de Búzios pelo mundo, uns cinco personagens que se tornem representantes da cidade. Pessoas de talentos diversos”.

Perguntado sobre como seria o perfil desses “representantes”, Arthur explica que se podem mesclar locais e personalidades.

“Daqui há o Bimba, por exemplo. Mas há outros como o próprio Marcelo (Lartigue), é ícone. Mas pessoas de fora como um esportista, um grande artista, eu mesmo acho que me enquadro nisso. É muito leviano não usar os talentos para representar a cidade. Imagina eu estando lá no Tibete e depois eu dizer que depois que terminar a expedição irei descansar em Búzios: Isso vai repercutir. São figuras que curtem Búzios. O Armando Ehrenfreund, grande amigo, já tentou fazer isso, a Patrícia, que é dona da Blue Marlin, já tentou fazer também. Uma figura bacana seria a Karina Oliani, uma mulher que subiu o Everest, isso tem uma peso, e ela diz que vai descansar em Búzios. Uma declaração destas tem mais força que uma propaganda de um ano na Rede Globo. Isso vale um milhão de dólares, mas os caras não pensam com frescor”.

1 Jornalismo Gonzo: O originador do estilo foi o jornalista norte-americano Hunter S. Thompson que quebra todas as normas rígidas do jornalismo tradicional
2 Osho: O título é relacionado com o controverso filósofo indiano e líder religioso, originalmente conhecido como Bhagwan Shree Rajneesh
3 Helena Blavatsky: prolífica escritora, filósofa e teóloga da Rússia, responsável pela sistematização da moderna Teosofia e co-fundadora da Sociedade Teosófica.

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