Viva o Perú! Bando de loucos e a polêmica dos 33

In 33 anos do Perú Molhado por Eva LartigueDeixe um comentário

bengalaPor Janir Júnior

Num belo fim de semana de sol, deixei mulher e filhos de lado nas areias de Geribá para ser entrevistado pelo Perú Molhado. Fui recebido por Sandro Peixoto e Marcelo Lartigue. Logo de cara, percebi que não eram normais. Pelo contrário. Eram doidos. Relaxei e matutei: “estou em casa”. O papo foi sobre jornalismo esportivo, noitadas de Adriano, o sofrimento do Marcelo com seu Botafogo e futebol. E acabou que entrei no time do bando de loucos.

Desde meus tempos de adolescência, sempre me chamou a atenção as capas e o humor por vezes fino, outras vezes ácido, do Perú. Um jornal que informa, não tem rabo preso com ninguém, que traz assuntos polêmicos, outros mais leves e várias mulheres lindas e gostosas em suas páginas. Depois de meu pai, Janir Hollanda, estreitar laços com Marcelo, foi a minha vez de lançar “minhas pretinhas” (as letras estampadas em jornais) nas páginas do Perú.

E vesti a camisa com orgulho. Sou Perú Futebol Clube, esse time que sempre atua no ataque, fechadinho lá atrás, jogando enfiado, de forma aguda. Recentemente, lá estava meu nome estampado na primeira página ao lado de Ruy Castro. Ancelmo Gois é outro colaborador, assim como os traços de Chico Caruso e até Roberto Marinho.

Com sua ginga argentina e pitadas de brasilidade, Marcelo driblou as dificuldades, deu cambalhotas, arrumou um jeitinho e carregou nos ombros o peso do Perú. Com a ajuda de amigos, colaboradores e patrocinadores, apaga as velinhas – e não as velhinhas – pelos 33 anos do jornal. Ao comemorar a idade de Cristo, o Perú foge do óbvio assim como o diabo da cruz.

Uma coincidência futebolística fez com que o Perú comemore seus 33 anos na semana da polêmica dos 33 cm. Os 33 centímetros do gol não assinalado no clássico entre Vasco e Flamengo, domingo. Posicionado atrás da meta de Felipe, o auxiliar Rodrigo Saraiva Castanheira não viu a bola quicar depois da linha na cobrança de falta do meia vascaíno Douglas. Desde então, tem sido ameaçado nas redes sociais, viu seu endereço ser espalhado por membros de organizadas do Cruz-Maltino e deu queixa na polícia.

A polêmica dos 33 causaria inveja em Kid Bengala, ator brasileiro de filme pornô que garante ter 33 cm de pura raça. Nesse caso, poderíamos dizer que, nem por um caralho, Castanheira não teria visto a bola entrar – sem duplo sentido.

Esse Castanheira é do peru. Kid Bengala é do peruzão. Você é do Perú. Eu sou do Perú, com muito orgulho. O Perú tem um bando de loucos. Edgar Allan Poe escreveu: “Resta saber se a loucura não representa, talvez, a forma mais elevada de inteligência.” É do peru também.
Parabéns, grande Perú. E, como diz meu editor Marcelo Lartigue, “um abrazon”.

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